Sousa/PB -
Insatisfação

Dono da SAF cogita tirar Botafogo-PB de João Pessoa após nova polêmica com campo do Almeidão

A postura da cúpula botafoguense gerou forte reação no ambiente político.

Da Redação Repórter PB

05/06/2026 às 16:00

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Imagem Estádio Almeidão, em João Pessoa

Estádio Almeidão, em João Pessoa ‧ Foto: Reprodução

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A insatisfação com as condições do gramado do Estádio Almeidão abriu uma crise institucional e política envolvendo a diretoria do Botafogo-PB, a empresa terceirizada de manutenção e o Governo da Paraíba.

O estopim ocorreu na última segunda-feira (01), quando o clube emitiu uma nota oficial criticando o estado do piso, alegando prejuízos técnicos e risco iminente de lesões aos atletas. A queixa desencadeou um embate público sobre a gestão da praça esportiva, que é de propriedade do Estado.

Em resposta, Fernando Brito Lira, proprietário da empresa responsável pelo gramado, garantiu que os serviços de irrigação, adubação e corte seguem o cronograma normal. Segundo ele, a partida do último fim de semana pela Série C ocorreu sem intercorrências e o piso estará em perfeitas condições para o duelo contra o Volta Redonda, agendado para o dia 20 de junho. Contudo, buscando resguardar o elenco, o dono da SAF do Botafogo-PB, Fillipe Félix, sugeriu transferir os próximos mandos de campo para fora de João Pessoa. A principal alternativa cogitada seria a Arena de Pernambuco — que ironicamente também enfrentou interdição recente por problemas no gramado —, repetindo a estratégia de janeiro, quando o clube mandou um jogo em Natal (RN).

A postura da cúpula botafoguense gerou forte reação no ambiente político. Na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Lindolfo Pires subiu à tribuna para classificar as reclamações da SAF como uma "cortina de fumaça" destinada a camuflar oscilações do time na competição nacional. Félix rebateu as críticas na internet, acusando opositores de serem "pessimistas e flamenguistas", embora tenha apagado a publicação pouco tempo depois.

Nos bastidores da Secretaria de Estado da Juventude, Esporte e Lazer (Sejel), o clima é de desconfortamento. Interlocutores da pasta enxergam "ingratidão" por parte do Belo, lembrando que o clube usufrui do estádio público sem custos de aluguel e obteve concessões para explorar áreas comerciais — como o camarote e o espaço Belo Lounge —, sem contrapartida nas melhorias internas que haviam sido prometidas formalmente pela agremiação.

Fonte: Repórter PB

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