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Gobbi explica rompimento com Andrés e se diz pronto para voltar à presidência do Corinthians

Gobbi e Andrés revolucionaram o Corinthians ao tirar Alberto Dualib do cargo depois de 14 anos.

Mario Gobbi lançou oficialmente sua candidatura para as eleições presidenciais do Corinthians, previstas para 28 de novembro, na manhã deste sábado. Em evento presencial, o candidato fez questão de se desvincular de Andrés Sanchez e dizer que está pronto para reassumir o clube depois de seis anos.

Gobbi e Andrés revolucionaram o Corinthians ao tirar Alberto Dualib do cargo depois de 14 anos. A dupla foi vencedora com a chapa Renovação e Transparência, até hoje no comando da entidade, sob tutela de Sanchez. Contudo, no segundo ano do governo de Mario Gobbi, houve um rompimento entre as partes. Naquele momento, a rachadura gerou certa instabilidade política, mas os resultados dentro de campo colocaram de lado o problema político.

"Junto com Andrés, eu fui o idealizador e fundador do grupo Renovação. Foi um grupo que veio para inovar e inovou, foi vitorioso, tenho honra e orgulho de dizer que participei dessa quebra de paradigmas que houve no Corinthians. Tirar o Dualib e mudar uma história no clube", falou.

"Em 2013, houve um rompimento com o grupo Renovação, que já não era o mesmo, era o grupo do Andrés. Antes disso, já tinham rompido com o que é hoje o Movimento Corinthians Grande. Rompi porque os princípios traçados desviaram da rota, não estavam sendo seguidos. A imprensa que cobre o clube soube perfeitamente o que houve e que administrei um forro muito pesado. Eu passei a ter uma oposição dentro da situação", explicou.

Desde o fim de seu mandato em fevereiro de 2015, Mario Gobbi se ausentou da política do Corinthians até este momento. O delegado de 58 anos revelou que vai tentar reassumir o clube diante do cenário político conturbado e de grave crise financeira.

"Terminado o meu mandato eu simplesmente sai e fiquei seis anos sem fazer absolutamente nada, não participei de politica, não participei de grupo, me ausentei por completo. Eu não pretendo voltar para fazer politica novamente no clube. Eu fui chamado para uma emergência, para uma gestão de quebra de paradigmas, profissional. Essa gestão não é a da vaidade".

Gobbi reitera que não voltaria ao clube para manchar sua gestão de três títulos. Foi em seu mandato que o Corinthians conquistou a Recopa Sul-Americana e o Campeonato Paulista de 2013, e o Brasileirão de 2015. O candidato também alerta que o afastamento da gestão atual pode causar desconforto.

"Por que eu vou pôr em xeque uma gestão passada, que trouxe três títulos? Eu vou pôr em jogo tudo isto com uma gestão dificílima e perigosa, contrariar interesse de todos, que pode ser uma gestão que no final se torne negativa", finalizou.

Além de Mario Gobbi, o Corinthians já tem a confirmação das candidaturas de Augusto Melo e Paulo Garcia. A situação ainda não divulgou seu escolhido, mas o principal nome é o de Duílio Monteiro Alves, atual diretor de futebol e velho conhecido de Gobbi.

Com Gazeta Esportiva

Repórter PB

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