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Calendário do futebol nacional atrapalha manutenção de clubes do Nordeste

Na Bahia, Estado mais populoso do Nordeste, os problemas não são muito diferentes.

A distribuição de jogos do calendário brasileiro de futebol é algo bastante desigual. Com apenas quatro divisões, diversos clubes acabam enfrentando dificuldades para manter suas atividades por conta da ausência de partidas durante boa parte do ano, como os da região Nordeste.

Números levantados pela Pluri Consultoria ajudam a evidenciar os problemas presentes no futebol local. A empresa revelou que apenas 41% dos municípios nordestinos tiveram algum clube atuando em campeonatos profissionais no ano de 2019. Além disso, em Estados como Piauí e Sergipe, os times utilizaram menos de 20% do calendário útil para a prática do esporte, o que significa que as poucas equipes que conseguiram jogar, atuaram, em média, apenas 2 meses do ano.

Pernambuco foi a unidade federativa da região com o maior número de clubes em atividade no ano passado, com 23. Entretanto, as equipes usaram somente 34,2% do calendário, um valor abaixo da média nacional de 35%. Do total, apenas sete clubes disputaram uma das quatro divisões do Campeonato Brasileiro.

Outro dado que evidencia a irregularidade é a diferença de times em atividade entre os meses do ano. Enquanto 61% dos clubes pernambucanos estavam em ação no mês de outubro, 22% disputaram alguma competição profissional em abril.

Na Bahia, Estado mais populoso do Nordeste, os problemas não são muito diferentes. Apesar de os 16 clubes apresentarem um uso do calendário superior ao de Pernambuco, com 37,2%, apenas 13% das equipes estavam em algum torneio profissional entre os meses de setembro e novembro de 2019. O território ainda contou com seis times em alguma das divisões do Brasileirão no ano passado.

Ademais, entre as cidades com alguma equipe jogando profissionalmente, somente 2,6% se encontram na Bahia, o que representa que mais de 67% da população baiana vive em municípios sem clubes profissionais.

Diante deste cenário complicado, clubes menores que não participam das principais divisões do futebol nacional são impossibilitados de desenvolver projetos a longo prazo, bem como manter a prática das atividades de seu elenco. Assim, as diversas oportunidades de desenvolvimento do esporte no Nordeste acabam sendo ignoradas e desperdiçadas, contribuindo para a continuidade das adversidades na região.

Com Gazeta Esportiva

 

Repórter PB

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