Clássico

Campinense cria mais chances, mas abusa do erro de pontaria contra o Botafogo-PB; Veja

Raposa joga com mais intensidade, tem as melhores oportunidades de gol, mas não consegue balançar as redes em seu terceiro teste de fogo consecutivo diante da sua torcida.

Água mole em pedra dura tanto bate até que… nem sempre fura. O ditado popular pode muito bem ser distorcido para alguns casos no mundo do futebol. E essa alteração cabe perfeitamente no Clássico Emoção dessa quarta-feira, no Estádio Amigão, em que o Campinense foi derrotado pelo Botafogo-PB, em um jogo no qual os rubro-negros criaram as melhores chances da partida, finalizaram 12 vezes, ao todo, contra 10 dos botafoguenses, mas saíram de campo derrotados pelo Belo por 1 a 0 - a sexta derrota consecutiva no confronto.

Oliveira Canindé não tinha a sua principal peça de articulação em campo. Romário Becker, lesionado e fora de combate por pelo menos quatro semanas, fez falta à Raposa, que, ainda assim, conseguiu criar boas possibilidades de gols, principalmente na etapa final. Os rubro-negros entraram em campo com um desenho mais comedido, em um 4-3-1-2, com Adílson Júnior, Vitão, Alex Maranhão, Uesles e Matheus Camargo; Pêu, Allefe, Gabriel Vieira; Jairo; Rafael Ibiapino e Rhuann.

Nas quatro linhas, os primeiros 15 minutos confirmaram a impressão inicial ao sair a escalação do time para a partida. Embora o Campinense não se restringisse só a esperar em seu campo de defesa, os comandados de Oliveira Canindé viram o Botafogo-PB tocar a bola, rodar o jogo e controlar as rédeas no início do duelo. Foi assim que Erivélton, logo aos 14 minutos, recebeu, girou em cima de Matheus Camargo e teve a folga de olhar para a área e cruzar na cabeça de Lohan, que subiu sozinho e aproveitou a saída atrapalhada do goleiro Adílson Júnior para marcar o que seria o gol da vitória dos alvinegros.

Até aí, o Campinense já tinha conseguido balançar as redes, só que do lado de fora, após um bonito voleio de Rafael Ibiapino. Foi o momento mais agudo da Raposa no primeiro tempo, mesmo que tenha buscado mais o empate do que o Botafogo-PB a ampliação do placar. Pêu, Allefe e Gabriel Vieira, responsáveis por estabilizar a marcação da equipe, fizeram boa partida. Allefe, pelo lado direito, e Gabriel Vieira, chegando perto de Rafael Ibiapino, pelo lado esquerdo, criavam as melhores possibilidades de jogada, tentando suprir a apagada participação de Jairo. Dono de bom passe e mobilidade, Allefe, melhor do Campinense nos primeiros 45 minutos, foi substituído no intervalo de jogo. Jairo foi outro que não voltou para a etapa final.

Com Mattheus Silva e Zé Paulo em campo, o segundo tempo foi de mais velocidade no Rubro-Negro e com o repertório ofensivo apontando às jogadas pelos lados de campo, com o time passando a atuar num 4-3-3 - com Zé Paulo aberto pela direita, Ibiapino pela esquerda e Rhuann centralizado. Sem muita variação na forma de jogar e precisando se lançar ao ataque, Mattheus Silva ganhou liberdade para encostar em Rafael Ibiapino e, por ora, parecia fazer a função do camisa 11, que não esteve tão bem como nos outros jogos. Matheus Camargo, lateral-esquerdo, pouco apareceu no campo de ataque. Enquanto isso, Zé Paulo tirou a paz do lateral-esquerdo do Belo, Mário, com boas jogadas individuais e boas infiltrações por dentro da defesa botafoguense, que só não foi vencida - apesar da boa atuação - por conta da boa partida do goleiro Samuel Pires.

Aos oito minutos, Vitão cruzou pela direita, viu a defesa do Botafogo-PB afastar mal a bola, que sobrou para o chute de Mattheus Silva. Samuel defendeu, e Rafael Ibiapino aproveitou o rebote para finalizar. O volante Rogério praticamente parou a bola em cima da linha, salvando o que seria o gol de empate. Em outro momento, aos 34 minutos do segundo tempo, Rhuann finalizou em rebote cedido pelo goleiro Samuel, para uma defesa espetacular do guarda-redes alvinegro, que se recuperou no lance. Foram dois lances isolados e mais agudos, mas que exemplificam a predominância da Raposa na etapa final de jogo, que muito atacou e pouco sofreu contra-ataques.

Com as jogadas de profundidade acontecendo com mais constância, Oliveira Canindé conseguiu organizar a sua equipe na busca pelo gol de empate, conseguindo também boas retomadas nos poucos contra-ataques sofridos. Por fim, o Campinense saiu de campo derrotado, mas lamentando um resultado que poderia ter sido bem melhor, contra um dos seus rivais e grande favorito ao título paraibano. Em seu terceiro teste de fogo consecutivo no Amigão, nesta temporada, a Raposa não venceu de novo - havia empatado com o Atlético-MG, pela Copa do Brasil, e com o Treze, em outro jogo em que conseguiu as melhores possibilidades de gol, mas que ficou, mais uma vez, em falta nos arremates - antes já havia perdido para o Atlético-PB, mas no Perpetão, em Cajazeiras.

Com 10 dias de folga para o período carnavalesco, o Campinense volta a campo no dia 1º de março, quando vai enfrentar o Sport Lagoa Seca, no Estádio Amigão. A Raposa segue na liderança do Grupo B, com sete pontos conquistados.

 

Com Globo Esporte PB

Repórter PB

Destaques