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Na torcida pelo Cruzeiro, Lucas Silva treina por conta própria à espera de novo clube

Livre no mercado, volante explica decisão de rescindir com o Real e vê de longe drama do time no qual foi bicampeão brasileiro e da Copa do Brasil: "Situação não condiz com sua tradição"

Lucas Silva apareceu com destaque no bicampeão brasileiro Cruzeiro, saiu de lá para o Real Madrid, mas hoje, aos 26 anos, treina por conta própria à procura de um novo clube. No meio do ano, ele rescindiu seu contrato com os espanhóis, mas não conseguiu fechar com um novo time a tempo do fechamento da janela. Agora tem passe livre e tempo de sobra para buscar uma nova casa, seja no Brasil ou no exterior.

- Quando rescindimos com o Real Madrid, a primeira opção era ficar na Europa. Estive lá por cerca de três meses, entre Espanha e Itália. Tivemos muitas conversas com clubes, com situações bem avançadas, mas que acabaram não se concretizando pelo pouco tempo no fechamento da janela. Agora, para este fim de ano e começo de 2020, vamos retomar as situações e avaliar as possibilidades - disse, em entrevista ao GloboEsporte.com.

De Goiás, onde se treina enquanto se prepara para voltar a jogar, ele explica a decisão de deixar o Real Madrid antes do fim do contrato. O volante chegou em 2015 ao gigante espanhol, que pagou na época € 15 milhões (R$ 68 milhões) ao Cruzeiro para contratá-lo.

- Tinha mais um ano de contrato, mas o Real passou que não iria me reintegrar com o grupo. Então, em conversa com a minha família e meus representantes, optamos por aceitar fazer um acordo amigável, bom para as duas partes. Só tenho a agradecer ao clube e a todos, mas era a melhor opção. Como muitos mercados já estavam fechados, pois esse processo demorou um pouco até ser finalizado, acabou ficando complicado para conseguir algo bom. Tivemos muitas sondagens, consultas, mas acabaram não se concretizando.

Ainda sem qualquer oferta concreta, ele diz que , por ora,recebeu apenas sondagens, mas a princípio não fala em preferência por jogar no Brasil ou no exterior.

- É complicado falar em preferência, o que posso dizer é que estou muito motivado para fazer um grande ano. Pude jogar em alto nível nessa minha volta do Cruzeiro e é dessa maneira que pretendo seguir. Claro que o desejo é de atuar em grandes clubes, como sempre foi em minha carreira, então vamos conversar e tomar a melhor decisão.

Drama do Cruzeiro

Enquanto trabalha pelo retorno, o volante não esquece de um antigo amor. A última camisa que defendeu foi a do Cruzeiro, por empréstimo entre 2017 e 2019, período em que foi bicampeão da Copa do Brasil. Com quatro títulos nacionais pela Raposa, ele vê com apreensão a ameaça de rebaixamento.

- É uma situação complicada e difícil de falar. Tivemos anos de muitas glórias recentemente, com títulos e um elenco muito forte. Tenho acompanhado, falo com o pessoal e estou na torcida para que dê tudo certo. Essa situação não condiz com a tradição do Cruzeiro.

Globo Esporte.

Repórter PB

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