Santos no Vermelho

Sem dinheiro de Rodrygo, Santos tem déficit de quase R$ 50 milhões no 1º semestre

As demonstrações financeiras foram encaminhadas ao Conselho Fiscal na última quarta-feira. O órgão ainda vai apresentar seu parecer.

O Santos divulgou, via Portal da Transparência, o relatório contábil sobre o primeiro semestre de 2019. As demonstrações financeiras foram encaminhadas ao Conselho Fiscal na última quarta-feira. O órgão ainda vai apresentar seu parecer.

Por uma questão contábil, a transferência de Rodrygo ao Real Madrid (ESP), de 45 milhões de euros (R$ 200 milhões), não foi contabilizada. Dessa forma, o déficit no período foi de R$ 49.360.599,00. A previsão era de superávit de R$ 6.340.933,00. O “prejuízo” em termos de geração de caixa, por meio da Ebitda (lucros antes de juros impostos, juros, depreciação e amortização), foi de R$ 25 milhões.

“60% da divergência no resultado contábil final do primeiro semestre trata-se de valores envolvendo negociações e amortizações de atletas, além de baixas no intangível”, justificou o Santos.

Mesmo com o impacto do déficit alto, o Santos vê pontos a comemorar. As despesas administrativas, por exemplo, foram orçadas em R$ 12 milhões, contra média quase duas vezes maior nos últimos três anos. E o realizado foi dentro da previsão – 4,62% menor.

Outro ponto positivo é o aumento da receitas em meio ao acréscimo também dos custos operacionais no futebol. A receita praticamente dobra desde 2013, enquanto o custo é 50% maior. Veja os detalhes abaixo.

Receitas

O Santos teve quase R$ 75 milhões em receitas no primeiro semestre – a previsão era de R$ 80 mi. Números acima da média foram os de bilheteria (R$ 8 milhões) e premiações de campeonatos (R$ 2,4 milhões).

Em contrapartida, o Peixe teve realizado abaixo do orçado em cotas de TV (R$ 40 mi) e patrocínios (R$ 6,7 mi).

“No orçamento 2019, as cotas do Brasileirão foram consideradas de forma linear ao longo dos 12 meses, quando na realidade a distribuição vigente é bastante assimétrica, de acordo com as novas regras de contratos de TV, que concentram valores expressivos para o segundo semestre (exibição e performance)”, explicou o Santos.

Custos operacionais

O Santos gastou R$ 105 milhões, contra R$ 92 milhões previstos. O total da folha, com direito de imagem, foi de R$ 77 mi no primeiro semestre.

O Peixe apontou erro de orçamento e valores com acordos judiciais para justificar a diferença de 14,3%.

Receitas extraordinárias

O Conselho Fiscal do Santos previa R$ 34,5 milhões em vendas no primeiro semestre. O Peixe, porém, obteve R$ 17,2 mi no período – o Flamengo acertou a compra de Bruno Henrique por R$ 23,2 milhões, em três parcelas. Houve um “desconto” para a chegada de Uribe.

O Peixe alegou a subjetividade do mercado de transferências e destacou a espera por ofertas com “justa valorização” para seus atletas.

Com Gazeta Esportiva

Repórter PB

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