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João Dantas é empossado na Academia de Letras de Campina Grande

O vereador João Dantas foi recepcionado pelo poeta Paulo Marques Cavalcante

A Academia de Letras de Campina Grande realizou no último sábado (18), uma Sessão Solene para empossar três novéis acadêmicos. A solenidade aconteceu na Vila Sítio São João e contou com a presença de vários imortais da Casa de Amaury Vasconcelos. Além de João Dantas, também tomaram posse o escritor José Edmilson Pereira Rodrigues e o professor Daniel Duarte Pereira.

 

O vereador João Dantas foi recepcionado pelo poeta Paulo Marques Cavalcante que, ao saudar o novo imortal, discorreu um pouco sobre a trajetória do novo acadêmico. “Além da reconhecida atividade política, João Dantas é um pesquisador da cultura e do homem nordestino. Como poeta cordelista, Dantas tem diversas obras publicadas, dentre elas o Cordel “Chirác” de 2003 que sugeria o nome do presidente da França, Jacques Chirac, para ganhar o Prêmio Nobel da Paz. Esta obra foi destaque na mídia nacional com matérias veiculadas no Jornal Hoje e Bom Dia Brasil da Rede Globo de Televisão. Dantas Desenvolveu longa pesquisa de campo sobre o cangaço, visitando e entrevistando parentes de cangaceiros do bando de Lampião. Além disso, João Dantas esteve à frente diversas atividades que buscam a valorização da cultura e da história de Campina Grande”. Afirmou Paulo Marques Cavalcante.

 

Em seu discurso de posse João Dantas explicou como chegou a Academia de Letras de Campina Grande e reverenciou suas referências literárias. “Tive durante boa parte da minha vida, uma convivência de irmandade com o poeta Ronaldo Cunha Lima, com quem aprendi muito sobre poesia popular e sobre os grandes escritores paraibanos. Juntos bebiamos da fonte de Augusto dos Anjos, Ariano Suassuna, José Lins do Rêgo, entre outros imortalizados da literatura brasileira”. Explica.

 

João Dantas fez referência ainda ao co-fundador da Academia de Letras de Campina Grande, William Tejo. “Foi meu professor de Geometria no saudoso Colégio Diocesano Pio XI, depois passou a ser meu mestre na historiografia de Campina Grande. William Tejo iniciou-me na leitura dos grandes autores campinenses tais como; Hortêncio Ribeiro, Cristino Pimentel, Lino Gomes da Silva, Luís Gomes da Silva, Euclides Vilar e Elpídio de Almeida” . Relembrou Dantas.

 

João Dantas possui uma grande trajetória cultural; foi ator, autor e diretor teatral, produtor musical e poeta popular; compositor de algumas músicas, a exemplo de “São João Tá Diferente (Bom Só Só)” e “Chernobyl”. João é membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, ocupando a cadeira número 20, cujo o patrono é o cordelista Manoel D’Almeida Filho. A Academia Brasileira de Literatura de Cordel é entidade cultural permanente, fundada em 1988 e sediada no Rio de Janeiro, abrigando em seus quadros de Acadêmicos e Beneméritos os mais ilustres e representativos escritores da Literatura de Cordel, assim como destacados admiradores desta genuína expressão oral e escrita da Língua Portuguesa. João Dantas é o fundador e presidente de honra da Academia Paraibana de Literatura de Cordel. Recentemente João Dantas foi empossado como membro do Instituto Histórico de Campina Grande, recebendo o diploma das mãos do presidente Wanderley de Brito.

 

Ao final do seu discurso, João Dantas agradeceu a todo corpo acadêmico da casa de Amaury Vasconcelos, na pessoa do nosso presidente Josemir Camilo. “A gratidão é o sentimento mais nobre que emana da alma dos seres inteligentes. Agradecer, agradecer e agradecer é o sentimento que manifesto nesse momento em que recebo uma das maiores láureas da minha vida que é ser membro da Academia de Letras de Campina Grande, casa de Amaury Vasconcelos”. Concluiu emocionado.

 

Para o presidente da Academia de Letras de Campina Grande, Josemir Camilo, esta posse enriquece a Academia de Letras de Campina Grande, pelo já longevo desempenho de ativista cultural de João Dantas, pela produção poética, já, em oito publicações, de José Edmilson, além da militância cultural e científica que traz o acadêmico Daniel Duarte. E todos os três são membros do Instituto Histórico de Campina Grande. “A Academia não só preenche suas cadeiras vacantes, como eleva o nível de produção, bem como tem a plena certeza de que estes três mosqueteiros darão muito de si pela Academia, pela muita genuinidade de que são portadores” Afirmou.

 

André Gomes

Repórter PB

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