O Partido Liberal (PL) deverá oficializar nesta quarta-feira (4) a candidatura do senador Rogério Marinho (RN) à presidência do Senado Federal. A movimentação ocorre em meio às articulações de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), atual presidente da Casa, que busca apoio político para permanecer no cargo a partir de fevereiro de 2027.

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, já manifestou apoio à candidatura de Marinho e descartou uma aliança partidária em favor de Alcolumbre. A legenda pretende utilizar sua representação no Senado para ampliar a participação da oposição no comando do Congresso Nacional.

Por outro lado, Alcolumbre conta com o apoio anunciado pelas direções do União Brasil e do Progressistas (PP), além de manter negociações com outras siglas. Entretanto, divergências internas e a possível candidatura da senadora Tereza Cristina (PP-MS) também fazem parte das articulações.

A disputa ganha relevância política diante das atribuições do presidente do Senado, responsável pela condução dos trabalhos legislativos e com influência sobre a tramitação de matérias de interesse do governo e da oposição.

Entre os assuntos que provocam divergências estão os pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), cuja tramitação depende de decisões da presidência do Senado.

Rogério Marinho já disputou o comando da Casa em 2023, quando foi derrotado por Rodrigo Pacheco por 49 votos a 32.

A eleição está prevista para 1º de fevereiro de 2027, quando os 81 senadores escolherão o presidente da Casa para o próximo biênio.

Até lá, as negociações entre as bancadas deverão definir a composição das candidaturas e os apoios políticos.