
11/08/2026 às 22:58
Um tribunal sírio condenou o ex-ditador e ex-presidente da Síria Bashar al-Assad à pena de morte. A corte o considerou culpado por ter cometido homicídio premeditado, tortura e crimes contra a humanidade durante 14 anos de guerra, que matou cerca de meio milhão de pessoas no país. A sentença foi proferida hoje (11) pelo Quarto Tribunal Criminal de Damasco. As acusações ainda incluem mortes e prisões arbitrárias. Além de Bashar al-Assad, o irmão mais novo dele, Maher al-Assad, também foi condenado à morte por homicídio premeditado e tortura. Eles não foram ao julgamento. O ex-ditador e seu irmão fugiram para Moscou, na Rússia, há dois anos, quando rebeldes derrubaram seu governo. A guerra civil na Síria foi resultado da onda de protestos da Primavera Árabe, em 2011. Em março daquele ano, o regime de al-Assad prendeu 15 estudantes, acusados de escrever slogans contra o governo nos muros da cidade de Deraa. Os jovens foram torturados, o que gerou manifestações, repressão violenta e incendiou o país com a onda popular que resultou em mais de 500 mil mortos. O tribunal também decidiu condenar à morte Atef Najib, uma autoridade de segurança que atuava em Deraa, onde os primeiros protestos eclodiram. Ele é o único que está preso.

A Suprema Corte da Rússia proibiu o partido liberal Yabloko de disputar as eleições parlamentares de setembro. A decisão deixa de fora o único partido oficialmente registrado que se opõe à guerra de Moscou na Ucrânia. Em uma rara demonstração pública de desafio, centenas de pessoas, a maioria jovens, protestaram do lado de fora do tribunal. Alguns seguravam maçãs para demonstrar o seu apoio ao partido Yabloko, que significa maçã em russo. O líder, Nikolai Rybakov, afirmou que a decisão da corte não encerra a discussão e destacou que vai entrar com recurso para manter a legenda na disputa eleitoral. Enquanto o governo de Putin tenta acabar com a oposição, a guerra entre Rússia e Ucrânia vive um momento sangrento. Pelo menos 13 pessoas morreram e 39 ficaram feridas em um ataque ucraniano a uma cidade russa. Do outro lado, um bombardeio da Rússia feriu 13 pessoas.
O grupo do Iêmen aliado ao Irã, os houthis, atacou hoje um pequeno navio de carga no estreito de Bab el-Mandeb. Três tripulantes morreram, de acordo com a guarda costeira e duas autoridades militares do governo do Iêmen. Caso as mortes sejam confirmadas, seriam as primeiras vítimas fatais de um ataque houthi a uma embarcação desde o início da guerra entre Estados Unidos e Irã. A ofensiva é resultado de um bloqueio naval dos houthis contra a Arábia Saudita no Mar Vermelho. A ação do grupo na região seria em resposta a um suposto cerco saudita ao Iêmen. Os ataques a navios no Mar Vermelho têm pressionado ainda mais as empresas de transporte marítimo, que já enfrentam dificuldades por causa do fechamento do estreito de Ormuz.
*Com informações da agência Reuters
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