
31/07/2026 às 09:13
Imagine se transformar em um gato lutador no meio do sertão brasileiro, ou um pirata na Baía de Todos-os-Santos.

Esses são alguns dos jogos desenvolvidos atualmente na Bahia, que transformam a realidade vivida por aqui em produto de exportação para outros estados e países.
Segundo dados da Associação de Desenvolvedores de Jogos do Estado da Bahia, o setor já movimenta cerca de R$ 3.600.000 por ano. Eduarda Bango, sócia da Bragi Studio, criadora do game Gato no Cangaço, explica como funciona o jogo:
"O Gato no Cangaço é um roguelike de ação onde você alterna entre duas formas: durante o dia você joga como um gato e à noite joga como humano. E a ideia é criar uma experiência divertida, mas que também valorize as nossas referências culturais brasileiras. O mercado de games na Bahia, ele tá em crescimento e cada vez mais organizado. Tem muita gente talentosa e temos estúdios produzindo jogos de altíssima qualidade, mas ainda existem alguns desafios, né, com relação ao acesso a investimento, formação especializada e conexão com o mercado tanto internacional quanto nacional", diz.
Outro jogo inovador é produzido pela Team Zeroth. Em Breu: Ataque das Sombras, o jogador entra na pele de um deficiente visual, conforme explica Felipe Barros, gerente de projetos do estúdio:
"Breu é uma franquia de audiogames, são jogos sem interface visual, tendo dois jogos na franquia desenvolvidos. Eu vejo a Bahia como um grande consumidor de produção estrangeira, internacional, de toda sorte de jogo, mas a gente ainda tem uma grande dificuldade de reconhecimento, de acesso a esse mercado enquanto produção local", diz.
Todos esses jogos estarão disponíveis no Gamepólitan, que acontece desta sexta-feira até o dia 2 de agosto, na intenção de conectar os criadores de games com patrocinadores de todo o Brasil.
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