
30/07/2026 às 08:16
A Casa Branca anunciou a prorrogação, por mais um ano, da ordem de que políticas e ações adotadas pelo Brasil representariam uma ameaça à segurança nacional, à política externa e à economia norte-americana.

O governo brasileiro repudiou a decisão dos Estados Unidos.
Na nota oficial, divulgada pela Secretaria de Comunicação Social, o Brasil classificou como infundadas as justificativas apresentadas por Washington; reafirmou a soberania nacional; e disse ainda que a decisão norte-americana repete, sem respaldo nos fatos, acusações de violação à liberdade de expressão, aos direitos humanos e alegações de perseguição política.
De acordo com a Secom, as acusações já foram rebatidas em reuniões entre autoridades dos dois países.
A prorrogação da ordem executiva contra o Brasil foi publicada no diário oficial norte-americano e encaminhada para o Congresso norte-americano.
A Casa Branca acusa autoridades brasileiras de restringirem a liberdade de expressão de cidadãos e empresas dos EUA, de promoverem violações de direitos humanos e de adotarem medidas que afetariam interesses norte-americanos.
O documento cita decisões do Supremo Tribunal Federal, de remover conteúdos em plataformas digitais e repete a alegação de que um ex-presidente brasileiro, familiares e apoiadores seriam alvo de perseguição política.
Desde a primeira edição dessa ordem, em julho do ano passado, a administração Donald Trump também abriu investigações comerciais contra o Brasil e impôs novas tarifas sobre produtos brasileiros.
Como resposta, o Brasil intensificou as negociações diplomáticas com autoridades norte-americanas, ao longo do último ano, e contestou as tarifas na Organização Mundial do Comércio. O STF tem sustentado que as decisões seguem a Constituição e a legislação brasileira.
*Com informações da Agência Brasil
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