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SUS avalia incorporar PrEP injetável contra o HIV

Rádio Agência

28/07/2026 às 08:16

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A Profilaxia Pré-Exposição, também conhecida como PrEP, é o uso de medicamentos antes da relação sexual, para evitar a infecção pelo HIV. É uma estratégia para pessoas que não vivem com o vírus, mas podem estar expostas.

A proposta de incorporar o novo medicamento, Cabotegravir, aplicado por injeção a cada dois meses, foi anunciada nesta segunda (27). O pedido está com a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS e será analisado em agosto.

A informação foi dada durante a Conferência Internacional de Aids, que acontece pela primeira vez na América do Sul, e vai até o dia 31 de julho.

Hoje, o SUS já oferece uma versão da PrEP oral, que é tomada todos os dias. Mais de 350 mil pessoas já iniciaram o uso no Brasil. Entretanto, um estudo da Fiocruz aponta a injeção como uma forma de maior adesão. Também existem outras estratégias, como preservativos, a PEP (que é a profilaxia Pós-Exposição), testagem rápida e o autoteste.

Em dezembro do ano passado, a Organização Pan-Americana da Saúde certificou o Brasil, como primeiro país do continente, a reduzir a transmissão do HIV de mãe para filho, para menos de 2%. E no mundo, o número de mortes relacionadas à Aids caiu 47% em uma década e meia. Nos continentes analisados, foram 570 mil mortes ano passado.

Entretanto, a diretora-executiva do Programa da ONU, Winnie Byanyima, fez um alerta de que muitos países de baixa renda dependem do financiamento internacional, que sofreu um corte de mais de US$ 1,5 bilhão e foi para o menor nível em quase duas décadas. Por isso o risco, apesar dos esforços, do HIV voltar a ganhar força...

A Unaids estima que 20 milhões de pessoas precisam ter acesso à PrEP injetável, de longa duração, para que a Aids deixe de ser uma ameaça à saúde pública até 2030.

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