
08/05/2026 às 08:25
"Dirijo há mais de 30 anos, nunca me envolvi em nenhum acidente. Sempre tenho a preocupação de usar cinto de segurança, mudança de faixa ligo a seta e tenho o máximo de atenção das pessoas que estão dirigindo ao meu redor".
Pequenos hábitos no trânsito podem salvar vidas, mas muitos motoristas ainda os ignoram. O exemplo positivo vem de profissionais como o porteiro manobrista Luiz Braz, que entende que a segurança não pode ser negligenciada. Neste mês, em especial, as boas práticas ganham destaque no Maio Amarelo, campanha internacional de conscientização sobre segurança no trânsito, cujo lema em 2026 é "No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas". O coordenador de educação para o trânsito da Companhia de Engenharia de Tráfego da cidade do Rio de Janeiro, Mauro Ferreira, explica que enxergar o outro é priorizar a coletividade no espaço público.
"Um dos principais problemas referentes à segurança viária mesmo, é uma concepção individualista. As pessoas só querem resolver seus problemas, querem chegar primeiro nos lugares, acabam estacionando o carro em qualquer lugar, acabam avançando o sinal vermelho. Ela não só está colocando a sua vida em risco, mas também está prejudicando a coletividade".
Inspirada pela década de ação pela segurança no trânsito, proclamada pela ONU em maio de 2011, a campanha busca reduzir o número de acidentes, mortos e feridos, que alcançaram proporções alarmantes. Segundo dados divulgados pela Polícia Rodoviária Federal, em 2025 foram contabilizados 72.483 acidentes de trânsito somente nas rodovias federais, gerando um total de 6.044 mortes e 83.483 feridos. Além disso, no mesmo período, mais de 10 milhões de infrações foram cometidas, um aumento de quase 8% em relação ao ano anterior. Segundo Mauro Ferreira, solucionar os problemas de trânsito é algo complexo e, por isso, a iniciativa demanda união entre diferentes instituições.
"É importante quando a gente chama a sociedade civil para participar, é demonstrar o seguinte: problemas referentes ao trânsito são tão complexos que você não vai conseguir somente com um órgão de trânsito atuando, ou somente com fiscalização, ou somente educação, ou somente engenharia de trânsito conseguir resolver sozinho o problema. Você precisa da participação de todo mundo".
O coordenador ressalta ainda o princípio da proteção mútua no trânsito: os veículos maiores cuidam dos menores, os motorizados protegem os não motorizados e todos zelam pela segurança dos pedestres.
*Supervisão de Fábio Cardoso
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