
25/02/2026 às 11:53
Uma instituição financeira – de nome ainda não divulgado – é investigada pela Polícia Federal (PF), por facilitar a lavagem de dinheiro, inclusive de organizações criminosas. É a operação Cliente Fantasma, deflagrada nesta quarta-feira, nas cidades paulistas de Barueri e São Paulo, capital.

Qualquer instituição financeira – seja banco ou as chamadas fintechs – tem obrigação de alertar órgãos de fiscalização sobre movimentações suspeitas. Mas, segundo a PF, esses alertas não eram feitos; e mais: a instituição facilitava "a lavagem de dinheiro”, incluindo o de organizações criminosas.
Ao todo, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão. Mas, por enquanto, ninguém foi preso. A PF vai utilizar os materiais apreendidos nesta quarta-feira para ter a dimensão do tamanho das fraudes e do montante de dinheiro envolvido.
Segundo as investigações, a instituição “permitia movimentações sem a identificação adequada de seus usuários”, mantendo clientes invisíveis diante dos órgãos de controle, por isso o nome da operação é “cliente fantasma”. Com isso, não era possível que o dinheiro fosse rastreado e a origem ilícita dele fosse descoberta.
Essa instituição tinha por obrigação acionar, por exemplo, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), informando as atividades suspeitas, mas foram identificadas “omissões sistemáticas” desses casos. A instituição deixava de acionar o COAF, o que "contribuía diretamente para a ocultação da origem dos recursos movimentados”.
Os investigados podem responder por crimes contra o sistema financeiro, omissão de informações e lavagem de dinheiro. Lembrando que a operação de hoje é resultado de operações anteriores; e ainda não terminou.
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