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Secretário diz que comunidade da Rocinha começa a voltar à normalidade

De acordo com Sá, a operação, como está concebida, tem protagonizado e proporcionado à população da Rocinha a possibilidade de voltar ao direito de ir e vir

O secretário de Segurança do Rio de Janeiro, Roberto Sá, afirmou hoje (26) que a comunidade da Rocinha começa a voltar à rotina com os resultados obtidos pela operação integrada, que começousexta-feira (22), de equipes das policiais estaduais e das Forças Armadas na região.Para o secretário, o saldo é positivo, porque houve prisão de traficantes e apreensão de armas de grosso calibre, como fuzis. “O conflito entre os dois grupos cessou. Então, avalio como positiva a operação.”

Segundo Sá, a situação na Rocinha está estabilizada em relação ao que ocorreu nesta comunidade da zona sul na semana entre o domingo (17) e a sexta-feira (22). Nesse período houve intensos tiroteios que deixaram moradores em pânico, crianças sem aulas, unidades de saúde com atendimento suspenso e comércio obrigado a fechar as portas. O conflito começou com a tentativa de invasão de um grupo de criminosos ligados ao traficante Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, para ter de volta o comando do tráfico no local. O posto tinha sido tomado por uma parte da mesma facção, tendo à frente o traficante Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, ex-aliado de Nem. Na sexta-feira, chegaram ao local 950 integrantes das Forças Armadas, que se juntaram a equipes estaduais das polícias Militar e Civil em operações integradas.

O secretário ressaltou que a situação “melhorou bastante, se comparada ao que ocorria naquele momento. "É lógico que a gente tem que buscar o tempo todo [para] que esse estado de coisas ali seja cada vez mais tranquilo a ponto de a sociedade, a comunidade da Rocinha voltar à sua normalidade.”

De acordo com Sá, a operação, como está concebida, tem protagonizado e proporcionado à população da Rocinha a possibilidade de voltar ao direito de ir e vir e de viver a sua vida normalmente. “A gente sabe e reconhece que o receio é natural; a gente respeita, mas estimula para que as forças de segurança estejam lá para dar essa tranquilidade e que as pessoas voltem à sua rotina”.

Sobre a volta à normalidade da vida, o mais rápido possível, o secretário disse que o que pode prometer é “um esforço diuturno” das equipes de segurança estaduais e federais em operações conjuntas na comunidade. Nas outras comunidades que também enfrentam conflitos após a chegada de traficantes fugidos da Rocinha, ele afirmou que a polícia está atenta a tais movimentações. “A prova de que estamos atentos, mesmo com recursos limitados e que, com 43 milhões de metros quadrados, eles conseguiram, um ou outro, uma fuga pela mata. Mas a Polícia Militar estava atenta a possíveis rotas de fuga e efetuou as prisões na Tijuca”, acrescentou.

Sobre as negociações para a rendição de Rogério 157, entre a Polícia Federal e uma pessoa da família do traficante, o secretário confirmou o contato, mas disse ter sido informado de que foram interrompidas. “A gente aguarda esse desfecho, torcendo até para que ele se entregue, porque o nosso interesse é prender o criminoso e restabelecer a tranquilidade na comunidade”, afirmou.

Segundo Roberto Sá, a negociação foi interrompida porque o parente do traficante parou de fazer o contato. “Eles [integrantes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Polícia Federal no Rio de Janeiro] mantêm a gente informado, mas a negociação é deles”, concluiu.

O secretário deu as declarações após participar de uma missa em homenagem aos policiais mortos em conflitos no Rio de Janeiro, na Paróquia São José da Lagoa, na Lagoa Rodrigo de Freitas, zona sul da cidade. Com informações da Agência Brasil.


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