Mais uma vez, o Aeroporto Regional Brigadeiro Firmino Ayres, em Patos, se viu no centro de um incidente envolvendo falhas na sinalização e iluminação de sua pista de pouso. Na tarde desta quarta-feira (21), um avião da Azul Linhas Aéreas, modelo Cessna 208B Grand Caravan EX, enfrentou sérias dificuldades para aterrissar, repetindo um problema que já havia ocorrido em junho deste ano.

A aeronave, que operava um voo regional, precisou realizar várias manobras circulares sobre o aeroporto, totalizando uma espera de cerca de 40 minutos até conseguir pousar com segurança. Segundo relatos, as dificuldades enfrentadas pelo piloto foram semelhantes às registradas em 9 de junho, quando outro voo da mesma companhia teve problemas ao tentar pousar em Patos devido a confusões na sinalização da pista.

Na ocasião de junho, o voo partira do Aeroporto Internacional do Recife e, ao se aproximar de Patos, o piloto se deparou com uma situação crítica. A sinalização inadequada fez com que ele não conseguisse identificar corretamente o ponto de aterrissagem, forçando-o a sobrevoar o aeroporto repetidas vezes antes de conseguir pousar.

Ontem, o cenário não foi diferente. De acordo com informações divulgadas, as falhas persistem e, mais uma vez, comprometeram a operação segura do voo. A situação só foi resolvida após intensa comunicação entre o piloto e a equipe de solo, que conseguiu orientar o pouso com sucesso, apesar das dificuldades técnicas.

Este novo incidente reacende preocupações sobre a segurança operacional do aeroporto, que já havia sido alvo de críticas após o primeiro episódio em junho. A repetição do problema levanta questionamentos sobre a manutenção e adequação das condições de sinalização e iluminação, essenciais para garantir pousos seguros, especialmente em operações noturnas ou com baixa visibilidade.

A Azul Linhas Aéreas e a administração do Aeroporto de Patos ainda não se manifestaram sobre o ocorrido, mas a repetição das falhas certamente exigirá explicações e, possivelmente, ações corretivas para evitar que novos incidentes ponham em risco a segurança dos voos na região.