A Câmara Municipal de Cajazeiras formalizou, nesta quarta-feira (05), um pedido ao Ministério Público para investigar possíveis condutas ilícitas e atos administrativos ilegais da professora Corrinha Delfino, pré-candidata a prefeita pelo Progressistas e atual secretária de Educação do município. Foram encaminhadas quatro denúncias detalhadas contra Delfino, que é servidora efetiva do município.
A primeira denúncia alega que Corrinha Delfino utilizou um certificado de mestrado sem reconhecimento pelo Ministério da Educação para aumentar seu salário de R$ 4.670,00 para R$ 16.250,00, configurando um possível crime de falsificação de documento.
A segunda denúncia envolve o acúmulo ilegal dos cargos de secretária de Educação de Cajazeiras e professora em Cachoeira dos Índios desde 2019. Delfino teria optado por receber o salário de professora para burlar o sistema de controle de acumulação de cargos do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que considera o cargo de secretário municipal como inacumulável.
A terceira denúncia acusa Delfino de receber salários sem a devida contraprestação de serviços desde 2019 na Prefeitura de Cachoeira dos Índios, o que poderia configurar corrupção e enriquecimento ilícito.
A quarta denúncia relata a tripla acumulação ilegal de cargos entre 2011 e 2014, quando Delfino teria ocupado os cargos de Gerente Regional de Educação do Estado, professora em Cajazeiras e professora em Cachoeira dos Índios, contrariando a exigência de dedicação exclusiva do cargo estadual.
A Câmara Municipal explicou que a iniciativa de encaminhar o pedido ao Ministério Público foi aprovada em plenário, cumprindo seu dever de fiscalizar os atos do Executivo. Anteriormente, a Câmara já havia formalizado denúncia semelhante ao TCE, onde as investigações estão focadas na ilegalidade dos atos administrativos.
Os vereadores agora solicitam ao Ministério Público a investigação de possíveis crimes de improbidade administrativa, enriquecimento ilícito e falsidade documental por parte de Corrinha Delfino.