
Foram cumpridos 4 mandados de prisão e 23 mandados de busca e apreensão em imóveis residenciais e comerciais suspeitos de estarem dentro do esquema ou seja fraudando o consumo de energia elétrica . Durante dois dias foram encontradas fraudes em 16 imóveis e em outros 7 existiam indícios de fraude de desvio de energia. Cinco pessoas foram presas, quatro em decorrência dos mandados de prisões e uma em flagrante.
O esquema começou a ser descoberto durante a investigação de uma denúncia anônima que a concessionária de energia recebeu e repassou para a polícia. A informação deu origem a ‘Operação Hemera’, que significa Deusa da Luz. Na primeira fase, um ex-funcionário da empresa foi preso, identificado como sendo um dos responsáveis pelo esquema de corrupção, fraude e desvio de energia elétrica. E foi a partir daí que a polícia deflagrou nessa terça-feira (3) a 2ª fase da Operação, que teve o apoio do Instituto de Polícia Cientifica (IPC) de João Pessoa, técnicos e fiscais da Energisa Paraíba.
De acordo com as investigações, o esquema descoberto consistia em fraudes na leitura dos consumos de energia com a participação de alguns funcionários da empresa Energisa. Ex-funcionários da concessionária de energia, eletricistas particulares, comerciantes conhecidos na região e até político da cidade são investigados. Os fraudadores alteravam a leitura do medidor de energia para abaixo do consumo real, destruíam ou substituíam o medidor por outro “laranja", a fim de ocultar o roubo da energia. Um funcionário da Energisa alimentava o sistema via smartphone com dados falsos, fornecendo leitura, informando algum defeito no medidor ou que o imóvel estaria fechado. Eles ainda ofereciam o “serviço” para colocação de desvio de energia por determinado preço ou benefícios posteriores, indicando eletricistas para fazer o desvio ou ele mesmo fazia a implementação do sistema de desvio.
A ‘Operação Hemera’, além do efeito repressivo, para a sociedade tem caráter educativo, pois serviu para orientar a população do perigo que representam as ligações clandestinas e os prejuízos que este crime representa para os cofres públicos e para a empresa concessionária que tem atuação específica no combate a fraudes e recuperação de crédito. A Polícia estima que nas duas fases da Operação conseguiu recuperar 60.000 kWh. O que daria para abastecer 400 residências durante 30 dias. A Operação foi coordenada pelo delegado seccional Antonio Netto e pelo delegado de Itaporanga, Renato Leite.