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Levantamento

Saúde da Paraíba divulga novo boletim das arboviroses e reforça orientações de prevenção

O levantamento contabiliza 7.436 casos prováveis de arboviroses e 14 óbitos confirmados por dengue, reforçando a importância da vigilância epidemiológica e das medidas de prevenção e controle do mosquito transmissor.

Por Redação do Reporterpb

13/10/2026 às 19:34

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Imagem Mosquito Aedes aegypti

Mosquito Aedes aegypti ‧ Foto: Divulgação

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A Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES-PB), por meio da Gerência Executiva de Vigilância em Saúde (Gevs), divulgou, nesta terça-feira (13), o Boletim Epidemiológico das Arboviroses nº 10/2026, que apresenta o cenário das doenças no estado até o dia 3 de outubro, correspondente à 39ª Semana Epidemiológica (SE) de 2026. O levantamento contabiliza 7.436 casos prováveis de arboviroses e 14 óbitos confirmados por dengue, reforçando a importância da vigilância epidemiológica e das medidas de prevenção e controle do mosquito transmissor.

De acordo com o documento, dos 7.436 casos prováveis registrados neste ano, 7.217 são de dengue, o equivalente a 97,05% do total. A chikungunya aparece com 214 casos prováveis (2,88%), enquanto a zika contabiliza cinco registros (0,07%). Até o período analisado, não houve notificações de febre do oropouche no estado.

Em relação ao mesmo período de 2025, a dengue apresentou aumento de 16,37% nos casos prováveis, passando de 6.202 para 7.217 registros. Em contrapartida, a chikungunya apresentou redução de 57,79%, passando de 507 para 214 casos. Os dados demonstram comportamentos distintos entre as doenças e apontam para a necessidade de manter o acompanhamento da circulação viral em todo o território paraibano.

No que se refere aos óbitos, foram confirmadas 14 mortes por dengue, distribuídas entre os municípios de Alagoa Nova, Bayeux, Brejo do Cruz, Camalaú, Guarabira, João Pessoa, Monteiro e Sumé, com um registro cada; Campina Grande, com dois; e São Bento, com quatro. O boletim também aponta seis óbitos em investigação, sendo três em João Pessoa e um em cada um dos municípios de Campina Grande, Mamanguape e Sapé.

A análise territorial mostra que as maiores incidências de arboviroses foram identificadas na 8ª, 11ª e 1ª Regiões de Saúde. Os casos prováveis estão distribuídos pelas três macrorregiões do estado, evidenciando a importância da atuação conjunta entre a SES-PB e os municípios para o monitoramento dos casos, a identificação de áreas de maior risco e o direcionamento das estratégias de prevenção.

A técnica responsável pela Vigilância das Arboviroses da SES, Carla Jaciara, destacou que o aumento dos casos prováveis de dengue exige atenção contínua, especialmente nas regiões que apresentam maior incidência da doença. Segundo ela, a identificação dos casos e a participação da população são fundamentais para reduzir os riscos de transmissão.

“Os dados mostram que a dengue continua sendo a arbovirose de maior circulação na Paraíba, o que reforça a necessidade de mantermos a vigilância ativa em todos os municípios. É importante que a população procure atendimento de saúde ao apresentar os primeiros sintomas, para que o diagnóstico e a notificação sejam realizados oportunamente. Ao mesmo tempo, precisamos fortalecer as medidas de prevenção dentro das residências, eliminando possíveis criadouros do mosquito. O enfrentamento das arboviroses é um trabalho permanente, que depende tanto das ações dos serviços de saúde quanto da colaboração de cada cidadão”, ressaltou.

Outro dado destacado pelo levantamento é a circulação de diferentes sorotipos do vírus da dengue na Paraíba, com predominância do DENV-3. A identificação dos sorotipos integra o trabalho de vigilância laboratorial, realizado com apoio do Laboratório Central de Saúde Pública da Paraíba (Lacen-PB), e contribui para o acompanhamento da circulação dos vírus e a definição das medidas de saúde pública.

O boletim também reúne as ações desenvolvidas pela SES em parceria com as Gerências Regionais de Saúde e os municípios. Entre as iniciativas estão capacitações para aplicação de inseticidas, apoio à implantação de ovitrampas, utilizadas no monitoramento do mosquito, reuniões técnicas para qualificação das notificações e atividades de vigilância e controle vetorial. As estratégias buscam fortalecer a identificação de áreas prioritárias e a resposta dos serviços de saúde diante da ocorrência de casos.

A SES reforça a importância da participação da população na eliminação de criadouros do Aedes aegypti, evitando o acúmulo de água parada e mantendo reservatórios vedados. A Secretaria também orienta a busca por atendimento de saúde diante de sintomas como febre, dor de cabeça e dores no corpo, especialmente em casos de sinais de alerta, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes e sangramentos.

Os dados apresentados são provenientes dos sistemas oficiais de vigilância epidemiológica e estão sujeitos a atualizações, conforme o andamento das notificações e investigações.

O boletim epidemiológico completo pode ser acessado no link: 

https://paraiba.pb.gov.br/diretas/saude/arquivos-1/vigilancia-em-saude/boletim-epidemiologico-arboviroses-urbanas-no-10_2026.pdf

Fonte: Repórter PB

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