Todas as pomadas para modelar, trançar e fixar cabelos estão com venda proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A medida vale também para distribuição, comercialização e exposição para a venda de todos os lotes de qualquer tipo destes produtos. A Resolução nº 475 da Anvisa, que dispõe sobre o assunto, foi publicada no último dia 9 de fevereiro, no Diário Oficial da União.

A Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa, por meio da Diretoria de Vigilância em Saúde (DVS), faz um alerta para a população, principalmente neste período das festas de carnaval, de que não faça uso desses cosméticos, pois oferecem sérios riscos à visão.

“Reiteramos o alerta para a população de que não faça uso dessas pomadas para modelar os cabelos em nenhuma hipótese e, se fizerem, retirar o produto sem o contato com os olhos. Informamos também que a Vigilância Sanitária de João Pessoa segue firme com as ações para retirar todos esses produtos das prateleiras, conforme determina resolução da Anvisa”, alertou Raquel Moraes, diretora de Vigilância em Saúde.

A DVS ainda destaca que as unidades de saúde devem comunicar ao Sistema de Notificações para a Vigilância Sanitária (Notivisa), possíveis casos relacionados a esses cosméticos. O link para notificações é o .https://www8.anvisa.gov.br/notivisa/frmlogin.asp. Já os consumidores podem fazer notificações por este link: https://pesquisa.anvisa.gov.br/index.php/368782?lang=pt-BR

Riscos - Entre os efeitos adversos observados pelo uso das pomadas de modelar cabelos, estão a perda temporária da visão, forte ardência nos olhos, lacrimejamento intenso, coceira, vermelhidão e inchaço dos olhos, além de dores de cabeça e queda intensa de cabelo.

Testes com as pomadas - Conforme resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a interdição e proibição das pomadas é temporária e ficará vigente até que sejam realizados testes, análises e outras providências possíveis para concluir a investigação sobre caso de intoxicações.

A Diretoria de Vigilância em Saúde alerta ainda que as pomadas, compradas antes da publicação da resolução, também devem ser evitadas enquanto a medida estiver em vigor.