
“É preciso uma ação mais enérgica para que as crianças paraibanas sejam imunizadas, pois não temos casos de paralisia infantil no Brasil há 30 anos e não podemos deixar que essa doença volte. A realização de campanhas e alerta aos pais é fundamental nessa hora, pois existe uma ação maldosa de divulgação de noticias falsas em relação às vacinas. Não dá para brincar com a saúde”, disse o deputado.
O parlamentar lembrou da lei 11.139 /2018 de sua autoria que estabelece que os pais de crianças deverão apresentar o cartão de vacinação dos filhos no ato da matrícula em escolas que oferecem ensino infantil na Paraíba. De acordo com o texto, caso o documento não seja apresentado ou se observe a falta de alguma das vacinas obrigatórias, a situação deve ser regularizada em 30 dias, sob pena de comunicação ao Conselho Tutelar.
A gerente executiva de Vigilância em Saúde da Secretaria Estadual de Saúde, Renata Nóbrega, disse que a lei vai ajudar a reduzir o risco de adoecimento. “Sabemos que esse grupo de crianças de até 2 anos é uma população que sempre adoece no âmbito escolar. Então, isso vai contribuir com a questão da saúde, de promoção e prevenção. O fortalecimento de estratégias e a identificação das fragilidades tudo isso é importante para que a gente consiga atingir a cobertura vacinal nos 223 municípios do estado da Paraíba”, completa.
Doença – Causada por um vírus que vive no intestino, a poliomielite geralmente atinge crianças com menos de 4 anos, podendo também contaminar adultos. A transmissão ocorre de uma pessoa para outra por meio de saliva, fezes, assim como água e alimentos contaminados.
A maior parte das infecções apresenta sintomas como febre, dor de garganta, náusea, vômito e prisão de ventre. No entanto, cerca de 1% dos infectados pode desenvolver a forma paralítica, que pode causar sequelas permanentes, insuficiência respiratória e, em alguns casos, levar à morte.
PARALISIA INFANTIL
Jutay alerta para risco de surto de poliomielite e lembra lei que incentiva vacinação de crianças
As cidades de Mogeiro, Marizópolis, Santa Helena e São José de Princesa vacinaram menos de 50% do público alvo
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Repórter PB
04/07/2018 13:37
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