
Em suas palavras, Veneziano disse que, apesar de ter nascido em Campo Grande (MS), “Gabriel Diniz se fez filho da Paraíba e era muito querido entre nós”, lembrando que o artista chegou a ser agraciado com o título de Cidadão Paraibano.
Veneziano lamentou a partida prematura do cantor e destacou suas qualidades artísticas. “Era um jovem carismático e sempre solícito. Ao tempo em que fui prefeito de Campina Grande, tive a honra de abrir espaço para Gabriel durante o Maior São João do Mundo, ainda no começo da sua carreira, e ele estaria entre nós este ano novamente”, disse o Senador.
“Fatalidade não, omissão” – Veneziano aproveitou para registrar sua indignação com a omissão de autoridades em tragédias como esta e outras que ocorreram recentemente no Brasil. “Paralelamente a este momento de dor e de despedida, devemos, da mesma forma, nos preocupar com episódios como este que vitimou o jovem Gabriel Diniz em sua carreira em ampla ascensão”.
Ele disse que não se deve aceitar, pacificamente, a tese de “fatalidade” no acidente. “Não aceito que tenha sido mais uma fatalidade. O Brasil passou a classificar episódios trágicos como fatalidade”, disse Veneziano, ao lembrar que esta mesma tese chegou a ser posta em outros acontecimentos trágicos.
“Foi assim em relação às duas barragens que se romperam, sendo a mais recente a de Brumadinho; depois com as mortes no campo de treinamento do Flamengo. Não entendo como fatalidades, mas a omissão de quem deveria fiscalizar e tomar as medidas cabíveis para evitar que esses fatos acontecessem. Omissão é crime”, destacou Veneziano Vital.