A Polícia Federal deflagrou desdobramentos da segunda fase da Operação Arena, voltada a desarticular um suposto esquema ilícito de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e crimes contra os sistemas financeiro e tributário envolvendo a empresa de apostas esportivas PixBet. Durante as diligências em solo paraibano, a corporação cumpriu ordens judiciais de bloqueio e sequestro de bens de alto valor pertencentes aos investigados.
De acordo com o balanço policial, o sequestro patrimonial atinge ativos móveis, imóveis e financeiros, destacando-se:
Bens Móveis e Veículos: Carros de alto padrão e artigos de luxo;Imóveis e Ppropriedades: Apartamentos urbanos e fazendas;
Semoventes: Rebanhos bovinos e cavalos de raça;Artigos de Valor: Obras de arte, relógios importados e joias;
Ativos Financeiros: Bloqueio cautelar de saldos mantidos em contas bancárias.
A PF informou que o levantamento do montante financeiro total relativo aos bens sequestrados permanece em contabilidade. O sequestro de bens é uma medida cautelar que impede a alienação ou transferência dos ativos enquanto o processo tramita na Justiça, não configurando condenação ou confisco definitivo.
Liberdade Provisória Concedida Pelo TRF5
No âmbito judicial da operação, a Sétima Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) concedeu habeas corpus e determinou a soltura do empresário Diomar Tadeu Dantas de Farias, sócio da PixBet. Ele havia sido preso preventivamente em 17 de setembro, no município de Jacumã, Litoral Sul paraibano.
A concessão da liberdade provisória pelo tribunal de segunda instância foi condicionada ao pagamento de uma fiança estipulada em R$ 5 milhões, acompanhada do cumprimento de medidas cautelares diversas da prisão.
Entenda a Operação Arena e o Histórico da Investigação
A Operação Arena foi deflagrada em conjunto pela Polícia Federal, Ministério Público da Paraíba (MPPB) e Receita Federal em agosto de 2026. A investigação apura o funcionamento de uma engrenagem financeira na qual valores captados no mercado de apostas esportivas eram remetidos a uma empresa de fachada sediada em Curaçao. Posteriormente, o montante retornava ao Brasil mediante a emissão de notas fiscais fraudulentas por serviços não prestados, com o intuito de conferir aparência legal ao dinheiro.
Na primeira etapa do processo, a Justiça Federal ordenou o sequestro cautelar de até R$ 1,1 bilhão em bens e cumpriu 19 mandados de busca e apreensão na Paraíba, São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná. Entre os alvos investigados na Paraíba figuram a sede da PixBet em Campina Grande e o proprietário da empresa, Ernildo Júnior.