A Paraíba tem estimativa de 1.180 novos casos de câncer de mama por ano, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), órgão vinculado ao Ministério da Saúde. A projeção representa uma taxa bruta de 55,40 casos por 100 mil mulheres e chama a atenção para a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do acompanhamento das pacientes durante e após o tratamento.
Na Assembleia Legislativa da Paraíba, o deputado estadual Jutay Meneses (Republicanos) tem iniciativas voltadas à assistência às mulheres que enfrentam a doença. Uma delas é a Lei Estadual nº 12.258/2022, de sua autoria, que assegura a oferta de fisioterapia de reabilitação para mulheres mastectomizadas no estado.
A legislação prevê atendimento fisioterapêutico às pacientes submetidas à cirurgia de retirada da mama em unidades públicas de saúde, com ou sem esvaziamento axilar. O tratamento deve considerar as condições clínicas de cada mulher, cabendo aos profissionais de saúde definir as técnicas terapêuticas e a quantidade de sessões necessárias.
A lei também prevê a possibilidade de regulamentação pelo Poder Público e de parcerias com os municípios para ampliar a oferta do serviço e facilitar o acesso das pacientes à reabilitação.
O cuidado com a saúde emocional também faz parte das propostas do parlamentar. Jutay Meneses é autor do Projeto de Indicação nº 1.045/2022, que propõe a oferta de assistência psicológica às mulheres mastectomizadas. A iniciativa considera os impactos emocionais do diagnóstico e do tratamento, além das mudanças enfrentadas pelas pacientes após a retirada da mama.
“A prevenção é fundamental para salvar vidas. Quanto mais cedo o câncer de mama for identificado, maiores podem ser as chances de sucesso no tratamento. Por isso, é importante que as mulheres tenham acesso à informação, aos exames e aos serviços de saúde. Também precisamos garantir que, após o tratamento, elas recebam o acompanhamento e o suporte necessários para recuperar a qualidade de vida”, destacou Jutay Meneses.
Outubro Rosa – O movimento internacional de conscientização sobre o câncer de mama ganhou força no início da década de 1990, com o lançamento do laço cor-de-rosa pela Fundação Susan G. Komen for the Cure. O símbolo foi distribuído aos participantes da primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York, nos Estados Unidos. Desde então, a campanha é promovida anualmente para chamar a atenção para a importância da prevenção e da detecção precoce da doença.