Sousa/PB -
Segurança Alimentar

João Pessoa distribuiu quase um milhão de refeições e mais de 347 toneladas de alimentos em nove meses

E a expectativa é de ampliação. No mês de setembro, o prefeito Leo Bezerra anunciou o início do processo de licitação para construção do Restaurante Popular do Valentina.

Da Redação Repórter PB

16/10/2026 às 08:00

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Imagem Dia Mundial da Alimentação

Dia Mundial da Alimentação ‧ Foto: Ascom Sedes, Kleide Teixeira e Quel Valentim/arquivo

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No Dia Mundial da Alimentação, celebrado nesta sexta-feira (16), a Prefeitura de João Pessoa destaca os resultados das políticas públicas de segurança alimentar desenvolvidas no Município. Entre janeiro e setembro deste ano, as sete Cozinhas Comunitárias e os três Restaurantes Populares distribuíram 990 mil refeições. No mesmo período, o Banco de Alimentos destinou mais de 347 toneladas de alimentos in natura a associações, por meio dos Programas de Aquisição de Alimentos (PAA) Municipal e Federal e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

As ações integram a política municipal de segurança alimentar, que tem o programa ‘Bora Comer’ como iniciativa voltada à ampliação do acesso à alimentação. Coordenados pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), os serviços atendem públicos em diferentes situações de vulnerabilidade social e contribuem para reduzir os custos das famílias com alimentação.

Nas Cozinhas Comunitárias, localizadas nas Comunidades do Timbó (Bancários), Bela Vista (Cristo), Taipa (Costa e Silva), Gervásio Maia (Colunas do Sul) e nos bairros dos Novais, Jardim Veneza e Alto do Mateus, as famílias cadastradas recebem gratuitamente almoço e jantar de segunda a sexta-feira. Já os Restaurantes Populares de Mangabeira, Varadouro e Castelo Branco atendem por demanda livre, com refeições comercializadas pelo valor simbólico de R$ 1.

E a expectativa é de ampliação. No mês de setembro, o prefeito Leo Bezerra anunciou o início do processo de licitação para construção do Restaurante Popular do Valentina. “O trabalho da Prefeitura de João Pessoa na segurança alimentar não fica apenas na oferta de refeições. Nas Cozinhas, as famílias encontram acolhimento, cidadania e oportunidades, com a oferta de capacitações e atividades educativas para contribuir com a qualificação profissional e ampliar as possibilidades de inserção dos beneficiários no mercado de trabalho. Fizemos o único restaurante municipal, com valor acessível, voltado para o público estudantil e somos exemplo nacional de boa conduta e utilização de recursos reconhecidos por órgãos federais e internacionais”, destaca a secretária de Desenvolvimento Social, Norma Gouveia.

O impacto dessas iniciativas aparece no relato de quem utiliza os serviços. A dona de casa Fernanda da Cruz é beneficiária da Cozinha Comunitária do Alto do Mateus. Ela recebe almoço e jantar gratuitos para si e as duas filhas e afirma que a oferta das refeições permitiu reorganizar as despesas domésticas. “Hoje eu gasto menos com alimentação e tenho economizado bastante no supermercado. O que eu gastava com almoço e jantar, agora posso direcionar para outras necessidades. Também consigo oferecer um café da manhã melhor para minhas filhas, que estão em fase de crescimento. Melhorou muito a minha vida e a vida da minha família”, conta.

A economia também faz diferença para Luzinete de Andrade, que frequenta a mesma unidade com a filha. Ela destaca que a garantia das refeições durante a semana permite direcionar parte do orçamento para outras despesas, inclusive medicamentos. “Eu agradeço muito por ter esse alimento todos os dias e saber que não vai faltar. Minha despesa diminuiu, economizo com a comida e também com o gás. Quando volto dos meus compromissos, o almoço já está pronto, e eu ainda levo a janta para casa. A família fica mais tranquila”, relata.

Cada Cozinha Comunitária atende trezentas famílias, produzindo seiscentas refeições diariamente em cada unidade, que funciona também como espaço de qualificação profissional, contando com sala para cursos.

Trabalhadores e estudantes - Além das famílias atendidas pelas Cozinhas Comunitárias, os Restaurantes Populares facilitam o acesso à alimentação para pessoas que precisam conciliar trabalho, estudo e outras atividades cotidianas.

A costureira Rejane Maria de Souza Rocha almoça no Restaurante Popular do Castelo Branco, inaugurado no início de 2026 e que atende o público universitário e também a população geral. Ela conta que há cerca de dois meses passou a frequentar o local, onde encontra uma alternativa prática para manter a rotina de trabalho em seu ateliê de costura. “Eu trabalho em casa e passo a manhã inteira costurando, fazendo consertos. Ter o restaurante aqui facilita, porque a gente não precisa passar a manhã cozinhando. Chego em casa, como um bom almoço e descanso. A comida é muito boa e bem servida”, afirma.

O estudante Rafael Barroso Lima, do curso de Ciência de Dados e Inteligência Artificial da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), também utiliza o serviço, a partir da inscrição realizada em edital dentro dos critérios de vulnerabilidade social necessários. Morador do bairro Castelo Branco, ele considera o restaurante uma alternativa importante para reduzir os gastos com alimentação durante a semana.

“Como estudante, meu tempo é muito corrido, porque preciso estudar e entregar trabalhos. Ter acesso a uma refeição por apenas R$ 1 facilita muito a minha rotina e me permite economizar. Sem o Restaurante Popular, eu gastaria mais com alimentação do que o valor do auxílio que recebo”, explica. Rafael segue uma alimentação vegetariana e complementa as refeições com a proteína que prepara em casa. Para ele, a oferta de parte da alimentação pronta reduz o tempo e os recursos necessários para organizar as refeições diárias.

Distribuição de alimentos - Outra frente de atuação no fortalecimento da política de segurança alimentar é o Banco de Alimentos, que distribuiu mais de 347 toneladas de alimentos in natura entre janeiro e setembro deste ano. A iniciativa destina raízes, frutas e leguminosas produzidos por agricultores familiares para associações cadastradas junto aos conselhos de direitos da Capital, ampliando o acesso a gêneros alimentícios e apoiando entidades que desenvolvem atividades sociais em apoio a famílias em vulnerabilidade. A distribuição complementa a oferta direta de refeições e amplia o alcance das ações de segurança alimentar para além dos equipamentos públicos de atendimento individual.

Programa Pão e Leite – O ‘Bora Comer’ e a política pública municipal também contam com o Programa Pão e Leite, que concede auxílio financeiro para a compra de gêneros alimentícios por famílias em situação de vulnerabilidade social e insegurança alimentar. O benefício é disponibilizado por meio de cartão magnético, no valor mensal de R$ 70, para utilização em estabelecimentos comerciais credenciados.

Atualmente, são beneficiadas mais de nove mil famílias. Mas desde a implantação do programa em 2022, já fizeram parte do Pão e Leite mais de dezenove mil famílias. O programa realiza a concessão do benefício a partir de critérios de vulnerabilidade social, considerando renda, número de pessoas na residência, número de filhos e presença de pessoas com deficiência na família. Também é realizado o monitoramento dessas famílias com o objetivo de acompanhar a evolução das mesmas e se continuam dentro dos critérios para usufruírem do benefício.

Fonte: Repórter PB

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