Bancários do Banco do Brasil se mobilizaram em João Pessoa para manifestar sua insatisfação com a extinção da função de caixa, uma medida que vem impactando diretamente os trabalhadores desde 2021. O protesto ocorreu em frente à agência localizada na Praça 1817, no Centro da capital paraibana, destacando a contínua resistência da categoria contra as mudanças impostas pela reestruturação do banco.
A decisão do Banco do Brasil de reestruturar suas operações, anunciada no início de 2021, incluiu o fechamento de diversas agências, a redução de postos de trabalho e a extinção da função de caixa. Além disso, a medida trouxe o fim da gratificação concedida aos escriturários que desempenhavam essa função, gerando um clima de incerteza e descontentamento entre os funcionários.
Desde o anúncio, o movimento sindical buscou negociar com a direção do banco, mas sem sucesso. “Quando todas as tentativas de diálogo foram esgotadas com a direção do BB daquela época, procuramos a mediação do Ministério Público do Trabalho e, por fim, a Justiça”, relembra Fernanda Lopes, funcionária do BB e coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB).
Em fevereiro de 2021, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) obteve uma liminar na Justiça do Trabalho que garantia o pagamento da gratificação aos caixas do Banco do Brasil. Apesar de tentativas do banco de reverter a decisão através de recursos, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) manteve a liminar.
No entanto, em uma audiência recente no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) em Brasília, a Justiça do Trabalho decidiu, de forma unânime, pela cassação da liminar, pondo fim ao direito salarial que havia sido assegurado por mais de dois anos. A decisão representa um duro golpe para os bancários, que agora enfrentam a realidade de perder uma parte significativa de suas remunerações.
O protesto em João Pessoa reflete a insatisfação e a luta contínua dos bancários contra as medidas que consideram prejudiciais aos seus direitos e condições de trabalho. A decisão da Justiça de cassar a liminar que protegia a gratificação dos caixas intensifica o clima de tensão entre os trabalhadores e a direção do banco, marcando um novo capítulo na luta por melhores condições e pela valorização dos profissionais do setor financeiro.