
Nos próximos dias, os agentes de segurança organizaram um calendário de ações que envolve a suspensão de investigações, paralisações de 12 e de 24h, o acampamento da Praça dos Três Poderes e a a operação padrão, conhecida como “greve branca” com redução da intensidade de trabalhalhos, ações e investigações a 5%. A “greve branca” não significa paralisação ou que o policial deixará de ir ao trabalho, mas que seu ritmo de trabalho será correspondente ao tratamento de 5% dado pelo Governo. As ações seguem até uma resposta positiva em negociações com o Governo do Estado.
“Nossa intenção é dar dignidade aos nossos policiais que arriscam a vida pela população e, ao se aposentar, perdem metade do salário. Somos a polícia mais mal paga do Brasil e a que apresenta os melhores resultados”, disse Steferson Nogueira, delegado de Polícia Civil e presidente da Associação de Defesa das Prerrogativas dos Policiais Civis da Paraíba (Adepdel). .
Na tarde de ontem (5), foi realizada uma Assembleia Geral Unificada seguida de manifestação com passeata, após mais uma tarde de reuniões com a equipe técnica do governador João Azevêdo. A proposta dos policiais e bombeiros era de incorporar 100% na bolsa desempenho em 36 meses e um reajuste de 24% pelos próximos dois anos. Porém, o Governo da Paraíba apresentou a proposta de incorporar 30% na bolsa desempenho em 60 meses, além de 5% de reajuste em outubro para os ativos e na bolsa desempenho. Proposta esta rejeitada durante a Assembleia Geral Unificada, por unanimidade.
Isso representa R$ 5 para os soldados e agentes operacionais da polícia civil inativos e, para os ativos em 60 meses, ou seja, em 5 anos. E ainda desconta desses R$ 5, o imposto de renda e previdência, para os ativos. Esta proposta foi rejeitada durante a Assembleia Geral Unificada, por unanimidade”, declara Steferson Nogueira.
Por enquanto, os policiais permanecem com o acampamento na Praça dos Três Poderes por tempo indeterminado e, na tarde desta quinta-feira (6), os representantes do Fórum visitam unidades policiais a começar pelo IPC e batalhões mantendo o diálogo com os efetivos. As datas para as paralisações ainda não foram definidas.