
“Os governantes brasileiros precisam olhar mais para Celso Furtado e menos para polêmicas vazias”, criticou Dutra. Para a deputada, Celso foi um pensador que projetou um país no qual o desenvolvimento chega a todos, não apenas a uma minoria, para onde as atuais políticas públicas têm se voltado. “Principalmente um modelo de economia baseado no incentivo à geração de empregos e de oportunidades. O estímulo ao desenvolvimento. E não nessa lógica do rentismo, que domina as discussões econômicas atualmente. É preciso buscar a redução do desemprego, mas não estimulando a informalidade”, alfinetou.
Celso Furtado foi um grande e reconhecido economista, dentro e fora do país. Ele defendia a análise do cenário externo para que se planejasse o modelo de desenvolvimento do Brasil. Com a autoridade de quem lecionou em Sorbonne, na França, que está entre as mais respeitadas universidades do mundo, foi o pai de grandes projetos no Brasil. Ajudou na construção das bases para o Plano de Metas, de Juscelino Kubitschek. Também foi o idealizador e o primeiro comandante da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste, a Sudene. Foi ainda o primeiro ministro do Planejamento do Brasil, e elaborou o plano trienal do governo de João Goulart.
“Celso foi um homem que honrou as nossas cores. E que teria muito a ensinar ao atual ministro da Economia. Uma das grandes contribuições de Celso Furtado foi ensinar que só haverá desenvolvimento onde houver um projeto social subjacente. Esse é um pensamento atual e que deve ser referenciado quando pensarmos no futuro do nosso Estado, do nosso país. Só existe desenvolvimento com a participação de todos”, completou Dutra.