
O foco do I SEPIC é no trabalho investigativo, a partir das experiências dos investigadores criminais, em virtude de serem profissionais que também estudam o crime, o comportamento do criminoso, fazem levantamentos, arriscam-se, realizam prisões, produzem estatísticas e conhecimento para elucidar o crime.
“Será especial e relevante mostrar o universo da atividade investigativa e pericial, a partir de assuntos atuais discutidos no âmbito da segurança pública para que estudantes, acadêmicos, pesquisadores, policiais e profissionais diversos conheçam o trabalho dos investigadores criminais e possam vivenciar uma parte desse cotidiano”, disse a presidente da ASPOL/PB, Suana Melo.
Presidente da ASPOL/PB, Suana Melo, lançará livro no I SEPIC
A presidente da ASPOL/PB, Suana Melo, lançará no próximo dia 10 de maio, o livro “Tráfico de órgãos, a criminalização das vítimas”, durante a realização do I SEPIC. O livro é resultado da dissertação de mestrado em Direitos Humanos da autora, realizado no Núcleo de Cidadania e Direitos da UFPB. A obra é fruto de uma pesquisa sobre o tráfico de pessoas, com foco no tráfico internacional de órgãos, tendo como base uma operação da Polícia Federal, no Estado de Pernambuco, e que levou à desarticulação de criminosos que atuavam recrutando pessoas em situação de extrema vulnerabilidade, nas periferias do Recife-PE, para venderem um de seus rins. Mais de 28 pessoas foram vítimas dos aliciadores e acabaram sendo consideradas criminosas, porque a Legislação Brasileira pune quem compra e quem vende de maneira igual, sendo uma lei extremamente punitiva que desrespeita princípios bioéticos e constitucionais.
Livro sobre Segurança Pública será lançado no I SEPIC
Na sua participação no I SEPIC, Roberto Darós lançará o livro "Segurança Pública: o Novo Pacto Reformista da Sociedade Brasileira na Estruturação da Defesa Social", no qual propõe soluções para melhorias da investigação criminal, nas mais de 500 páginas da obra. Segundo o autor, o modelo de investigação criminal no Brasil é injusto e cria uma violência cíclica em torno de si mesmo, por causa da sua ineficiência, da sua morosidade e da sua forma rudimentar de apuração.
Roberto Antônio Darós Malaquias é advogado criminalista, professor, pesquisador, escritor e consultor jurídico. Mestre em Direito Processual Penal/UFES. Especialista em Ciência Policial e Investigação Criminal/ESP.PF, especialista em Direito Constitucional/UFES, com atuação por 30 anos como Agente da Polícia Federal.
Documentário gravado na África do Sul será exibido durante o I SEPIC
O policial civil do Rio de Janeiro, Beto Chaves, será um dos palestrantes do I Seminário Paraibano de Investigação Criminal e Segurança Pública, realizado pela Associação dos Policiais Civis de Carreira da Paraíba – ASPOL/PB, em parceria com o Unipê, nos próximos dias 10, 11 e 12 de maio, em João Pessoa. Durante a sua participação no evento, Beto exibirá o documentário “Logo Alí – África do Sul”, gravado em 2013 durante uma viagem do investigador à África. O projeto é fruto de uma parceria com o designer, Léo Santos, e pode ser considerado o primeiro no gênero realizado por um policial. Mais de 100 estudantes foram selecionados para participar da exibição do documentário.
O “Logo Alí – África do Sul” retrata as desigualdades sociais e o racismo, até hoje evidentes, numa sociedade marcada pela segregação institucionalizada do Apartheid. Durante as gravações, Beto Chaves ouviu relatos de pessoas comuns, que explicam como convivem com as diferenças, num país com 11 línguas oficiais. O documentário também mostra como a nova geração lida com o preconceito racial, com as diferenças sociais e a falta de oportunidades, quase três décadas após o fim do regime de segregação racial que marcou a história do país.