O Prefeito Fábio Tyrone iniciou a entrevista coletiva de imprensa nesta sexta-feira (22) preocupado com os assuntos econômicos que enfrenta o Município de Sousa, principalmente, redução, e queda do FPM.
Mas, se entusiasmou ao anunciar o pagamento do Piso Nacional da Enfermagem com retroativo de maio a agosto, mais o salário do mês de setembro de 2023, e fechou dizendo que todos os servidores do Município, recebem seus vencimentos no dia 29.
O Portal REPORTERPB, fez indagação ao Prefeito Tyrone, se caso, persistisse a queda do repasse do FPM, aconteceria no âmbito municipal, demissões, ou redução de salários, e gratificações, espelhando em exemplos dos Prefeitos de Triunfo, e Bernardino Batista.
Tyrone reconhece que a crise financeira “é muito grande, realmente, mas nós não vamos demitir. Vamos encontrar uma engenharia. Eu não vou cortar salários, não vou demitir, porque entendo que nós não comportamos demissões no cenário econômico da Cidade, porque isso impactaria a vida familiar de muita gente, e a economia local”, revelou.
Tyrone assegurou que toda essa crise da redução do FPM, o deixa preocupado, entretanto, está otimista, que “essa crise, ela vai passar”, sem precisar de usar o extremo, no caso, as temerosas demissões de alguns servidores, e contratados como se especula, e acontecem em outros municípios vizinhos.
O Prefeito de Sousa, revelou também uma soma de perdas do FPM iniciando no ano passado, estendendo até agora o mês de setembro de 2023, que já soma R$ 10,2 milhões.
-Eu fiz aqui uma soma: de julho a dezembro de 2022, e de janeiro a setembro de 2023. Em 16 meses a perda acumulada é de R$ 10,2 milhões. É algo muito relevante, porque é dinheiro que falta para medicamento, merenda escolar. Então, é dinheiro de custeio, assegurou.
Diante das especulações de atraso de pagamento, seguida de demissões na Prefeitura de Sousa, motivados pela queda do repasse do FPM, problema que atinge as prefeituras do Nordeste, especialmente no Governo Lula, o Prefeito, Tyrone, assegurou que na Terra dos Dinossauros, “busca atravessar o problema, sem que haja pelo menos neste instante, demissões dos Servidores, e Comissionados”.
Informações da CMN, o segundo decêndio do mês - creditado nas contas das prefeituras na quarta-feira, 20 de setembro, no valor de R$ 938,3 milhões, já descontada a retenção do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), reforça essa constatação. O montante indica queda de 4,87% em comparação ao mesmo período do ano passado.
Se levar em conta somente o início do segundo semestre, o FPM indicou queda de 6,35%, o que significa dizer cerca de menos de R$ 2,6 bilhões nas contas dos Municípios e impacto direto na prestação de serviços essenciais à população. Desconsiderando os repasses adicionais de 1% de julho e setembro, a situação piora e chega à redução de 12% ou R$ 3,9 bilhões que não chegaram aos Municípios.
Tenho Dito
Pereira Jr.
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