O Vereador, Aldeone Abrantes (PTB), fez um discurso sisudo, e com alguns endereçamentos durante a sessão ordinária da Câmara de Vereadores na noite desta terça-feira (19).

O queixume do “Guerreiro do Povo” foi pelo fato, dele ser o Líder da Bancada Governista, porém não fora chamado para apresentar em nome do Governo Municipal, o Projeto de Lei Complementar para o pagamento do Piso Nacional da Enfermagem no Poder Legislativo, cuja missão ficou para o Edil, Diógenes Ferreira. O assunto, Aldeone foi sabedor pela Imprensa. 

Preterido, Aldeone se utilizou da Tribuna da Casa Otacílio Gomes de Sá para endereçar mensagens aos “navegantes”, ao tempo que invocou a história como testemunha de um legado ímpar, exemplar, e de lealdade aos amigos, quer na vida profissional como presidente do Sousa Esporte Clube que em três anos disputou as maiores competições Nacionais, elevando o nome da Cidade, ou quer na política como homem público, cuja imagem remete a qualidade de dignidade extrema aos amigos, e aliados.

-Eu sou um vereador de produtividade. Minha vida toda foi assim. Eu sempre fui convocado para as batalhas, e para as guerras. Meu nome de guerreiro não é em vão: a coisa ‘tá’ preta, chama o guerreiro. A coisa ‘tá’ boa, afasta o guerreiro. Foi sempre assim a minha vida pública, e não vai ser diferente, porque a luta vai continuar. Eu ainda não baixei as minhas armas, asseverou.

Logo em seguida, Aldeone emenda com um recado para aqueles que acham que ele pendurou as chuteiras na vida público. 

-Quem pensar que eu abandonei a vida pública, está redondamente enganado. Eu falei que não seria mais candidato a vereador, mas estou repensando a minha posição também. Por que isso? Tem uma frase que diz assim: ‘você entra na política pela mão dos amigos, e não sai por causa dos inimigos’, acrescentou.

Aldeone deixou claro que ele tem passado ultimamente por “constrangimento”, engolido “coisas” que costumeiramente, não aceita, porém deixou dito que a Cidade de Sousa é preconceituosa, e justificou: “Demaisss! Se eu não fosse filho de Valmir de Chagas Fumaça, eu já teria sido prefeito de minha Terra. Eu não sou prefeito de Sousa, porque eu nasci na Rua do Cemitério, porque sou preto, porque sou pobre, mas tenho a minha honra de falar o que eu quiser falar. Eu não aceito humilhação”, revelou Aldeone.

Para compreender melhor a fala dura, regada de um profundo desgosto, e apimentada com doses de decepções do Líder da Bancada Governista na Câmara de Vereadores, assista aqui as melhores partes

Tenho Dito

Pereira Jr.