A eleição para a escolha da mesa diretora da Câmara de Vereadores no Município de Sousa, ganha contornos cada vez mais viçosos entre os personagens que disputam a vaga de Presidente da Casa Legislativa, quando se aproxima o dia 7 de dezembro, data que se deva conhecer o nome que comandará pelo próximo biênio o Poder Mirim Municipal.

Dois nomes da mesma base governista, disputam a cadeira de presidente. O Líder do Governo, Eugênio Rodrigues (PTB), que detém a preferência, e a indicação do Prefeito Fábio Tyrone (PSB), e do vice-prefeito, Zenildo Oliveira, alinhados dentro de um acordão formado entre os partidos PDT/PTB em 2020.

Concorrendo também, Novinho de Carlão (PDT), aliado, e pertencente à base do Governo Municipal.

A corda esticou entre as bases, quando se cobra cumprimento de um acordo formando pelos dois partidos PDT/PTB que dão sustentação ao Governo na Câmara Municipal.

Novinho de Carlão até neste sábado (03), mantém fechado com nove vereadores para eleição de Presidente. Eugênio Rodrigues, indicado por Fábio, e Zenildo, com seis vereadores da base. Neste caso, a conta para Eugênio não fecha.

Nestas condições, o Prefeito Fábio Tyrone foi ouvido pelo Portal REPORTERPB para saber sua opinião sobre o assunto, haja vista que se trata de aliados políticos.

— Nós queremos a paz, e, que se cumpra o acordo. Nós temos uma preferência por Eugênio, mas ele tornou-se candidato do Governo sábado (passado), após uma reunião do PTB, por quer havia uma reunião que foi feito para prestigiar o PDT, por conseguinte, prestigiar Radamés que fazia um ótimo mandato, queria sua renovação de mandato, fomos lá, reunimos os seis vereadores do PTB, o parlamentar da Rede, e fizemos um acordo, que todos, os onze votariam em Radamés, e no segundo biênio, os Edis do PDT votariam no PTB, e o PTB, indicou um candidato, lembrou.

Fábio relatou que o nome de Eugênio surgiu cumprindo a regra pretérita, a exemplo de Aldeone que foi líder do Governo, tornou-se presidente, Radamés foi Líder do Governo, alçou a condição de Presidente, e agora, Eugênio, Líder, tornaria presidente indicado pelo PTB, nada mais do que natural seguir o ritmo.

— Pelo acordo, isso me compele a defender. Fico obrigado a defender o acordo. Eugênio passou do acordo do candidato do PTB para candidato do Governo. Então, Eugênio é o candidato do Governo, dito claramente aqui. Espero consenso, a paz, convencer o PDT. Tenho muito respeito aos Vereadores que compõem o partido, asseverou.

O chefe do executivo municipal, lembrou que como Gestor, mandatário do Município, já teria participado de  nove eleições de mesa diretora da Câmara Municipal efetivamente, e com sua experiência, “nunca viu nenhuma se decidir há não ser a undécima hora”.

— Falta uma eternidade para uma eleição colegiada. Nós queremos que faça-se valer o acordo, pugnando pela paz, pelo consenso, pelo diálogo. Eugênio é o nosso candidato oficial.

Foi apresentada ao Prefeito Fábio Tyrone uma foto tirada após uma reunião que Novinho de Carlão comandou com os vereadores de oposição, e situação, formando uma maioria de 8 votos, e qual seria a opinião do prefeito daquela imagem. O Gestor assim declarou:

— Bela foto muito bem tirada com grandes parlamentares, inclusive com cinco aliados nossos … Novinho se manter sua candidatura, mantém contra a orientação do acordo. Eu me sinto compelido a cumprir o acordo que foi elaborado não por mim, mas pelos onze vereadores. O PTB teve a ombridade de votar no PDT em Radamés que fazia um ótimo mandato, renovou seu mandato da maneira mais republicana possível, e agora chegou a vez da retribuição. Gratidão é algo que se deve praticar. Acho que deve haver gratidão, principalmente de Radamés que foi votado pelo PTB. Acho que ele (Radamés) por ser um grande político, grande presidente, vai reconhecer, e vai fazer valer esse acordo, cobrou.

Tyrone deixou claro que estar existindo uma falta de lealdade partidária as alianças formadas entre as bancadas, e completou:

— Qualquer coisa que não seja pelo acordo é contra o acordo. Então é quebra de acordo. Então é quebra de palavra. Foi acordado. Eu não estou aqui inventando nada. Estão aqui com: Aldeone, Eugênio, Diógenes, Zenildo, Heldinho, todos sabem do acordo. Nós queremos apenas que cumpram o acordo, relatou.

Diante dos fatos já postos foi questionado ao Prefeito Tyrone, caso, esse “acordo” não seja cumprindo pelos vereadores aliados em não votar para presidente da Câmara em Eugênio Rodrigues seriam considerados pelo Governo não mais aliados.

— Não vou por aí. Vai se cumprir o acordo. Falta uma eternidade para a eleição da Câmara. Eu sou pela paz, e pronto pra guerra. Quem é contra o candidato do Governo é contra o Governo. Eugênio era uma preferência nossa. Não posso negar isso. Existe um acordo. A Partir do acordo, o PTB escolhe um candidato, alçado candidato do acordo é Eugênio, a partir disto é candidato meu, e oficial do governo. Quem é contra o candidato do Governo é contra o governo, pontuou.

Os bastidores  da eleição para a escolha da mesa diretora da Câmara de Vereadores de Sousa que acontecerá na quarta-feira (07), a todos os momentos ganham capítulos emocionantes.

Fontes informaram ao Portal REPORTERPB que aliados muito próximos ao Prefeito Tyrone têm lhe orientando a “arrebentar” a corda agora com as lideranças que estão contrariando a indicação do Governo, mas, por outro lado, Tyrone estaria avaliando com cautela a ressaca que poderia acontecer dentro do seu Governo nos próximos meses, afinal, o Grupo junto tem perspectiva de futuras vitórias para o executivo municipal, quebrando a hegemonia, poderia surgir dificuldade futura, e claro, Tyrone vai precisar destas mesmas lideranças em breve também, quando ele mesmo sair para uma disputa estadual, sem contar que perderia a maioria no legislativo municipal. 

Deixo aqui o meu parecer. Altruísmo mesmo de toda bancada governista seria reconhecer quem de fato conseguisse os votos necessários para comandar o biênio no Legislativo, a outra parte votaria a unanimidade no colega de bancada, uma saída sensata, capaz de apagar um grande incêndio, e diante desta disputa, entre mortos, e feridos, todos vivos.  

Palavras são apenas palavras, e na política, tudo pode acontecer, inclusive, nada. 

Escute a entrevista completa com Tyrone

Tenho Dito

Pereira Jr.
Analista, comentária político, e editor do Portal REPORTERPB