A Municipalização do tratamento e distribuição de água em Santa Rita no litoral paraibano com desdobramento judicial, e o povo passando sede, sofrimento, e revolta, remonta-me 2006 na Cidade de Sousa.

Ano que o saudoso, e antão, Prefeito Salomão Gadelha, após cizânia politica com o Govenador de plantão, Cássio Cunha Lima, terminou municipalizando o serviço de água e esgoto no Município, pegando uma brecha na outorga sem renovação deixada pelo ex-prefeito João Estrela.
No início, as pessoas de baixa renda não pagavam água. Foi um clamor social.

O serviço iniciou, com a ETA – Estação de Tratamento de Água no Açude de São Gonçalo sobre o Controle da CAGEPA, que repassava água para o DAESA, apenas com um escritório virtual, usando, como até hoje, toda rede de distribuição da Estatal, cobrando preço simbólico dos serviços a população, ao tempo construindo dívida mensalmente com a CAGEPA dos insumos usados para o controle de qualidade do precioso liquido consumido pelos sousenses, por quer a arrecadação nunca dava para pagar os custos. O DAESA por tempo fora sempre cabide de emprego dos pelegos aliados do Prefeito plantonista. 

Os serviços que o DAESA – Departamento de Água, Esgoto, e Saneamento Ambiental, continuam deficitários nos tempos atuais, por que a Autarquia não tem recursos financeiros ainda suficientes para investimentos nas demandas recorrente, haja vista o litígio é cada vez maior, a população exigente, porém faz que paga o serviço prestado pelo Município, ao tempo que a Urbe nestes 16 anos, construiu uma dívida com o Estado que já pode até ultrapassar os R$ 400 milhões, que um dia todos nós vamos pagar. 

Por enquanto, Sousa tem parceria com o Governo do Estado que mantém os tratamento de água na ETA com qualidade, que certamente, fecha os olhos para o ativo, e caso um dia, essa parceria (politica) termine, o Prefeito de Plantão deverá pagar todos seus pecados com esse débito gigantesco que vai direto para o FPM. 

Sousa, entende o sofrimento que o povo de Santa Rita está passando neste momento, após o Prefeito Emerson Panta decidir repassar a outorga dos serviços de destruição de água para uma empresa privada, por questões suspeitas de desentendimento político com o Governador João Azevedo, e repassar a uma empresa de regime privado, assim de mão beijada. 

O mais estranho disto tudo que essa negociação vem sendo especulada em cima de falas do ex-prefeito de Santa Rita, Reginaldo Pereira, de que teria sido oferecido a ele a ninharia de R$ 15 milhões em tempos remotos para privatizar as águas da cidade, mas ele, na época rejeitou, disse. 

Diante das dúvidas, insinuações, especulações, negociações, o Deputado Estadual, Welber Vírgulino está colhendo assinaturas junto aos Colegas da ALPB para implantar uma CPI, investigar o problema de Santa Rita, e tirar tudo a limpo.

É verdade que o povo vem passando muita dificuldade, e sofrendo com a falta do precioso líquido. E sempre o pau quebra no espinhaço dos mais fracos.
Estamos na Paraíba, País chamado Brasil, aonde quem manda quem tem poder, e obedece quem tem juízo.

Tenho Dito

Pereira Jr.
Editor responsável do Portal REPORTERPB, analista, articulista política, comunicador e apresentador.