
A maioria das vítimas foi registrada na cidade de Itogon, província de Benguet, onde as fortes inundações e os deslizamentos de terra deixaram soterrados uma mina de ouro e quatro abrigos onde alguns mineiros e suas famílias viviam ilegalmente.
Com o progresso do trabalho de resgate, 39 mortes foram confirmadas, enquanto o prefeito de Itogon, Vitorio Palangdan, disse aos jornalistas locais que há ainda cerca de 65 pessoas desaparecidas, soterradas a aproximadamente 300 metros de profundidade.
De acordo com o prefeito, as autoridades tentaram retirar essas famílias antes da chegada do tufão, mas elas se recusaram a sair, achando que estavam seguras no local.
Medidas emergenciais
Essa mina de ouro estava fechada desde 2009 após um acidente, embora os mineiros que ficaram sem trabalho a explorassem irregularmente em pequena escala.
Em decorrência da tragédia, o Departamento de Meio Ambiente anunciou a proibição das atividades de mineração ilegal em pequena escala em toda a região administrativa de Cordillera, onde Itogon está localizada.
O presidente filipino, Rodrigo Duterte, visitou ontem (17) os familiares das vítimas de Itogon e entregou a cada um deles um cheque de 45 mil pesos filipinos (cerca de US$ 830) e artigos de necessidade básica e ajuda para sepultar seus entes queridos no valor de 25 mil (cerca de US$ 461).
Três dias depois da passagem do devastador Mangkhut - que nas Filipinas é chamado de Ompong -, mais de 20 mil pessoas ainda estão fora de suas casas, enquanto aquelas diretamente afetadas pelo tufão somam 590 mil.
Com o Agência Brasil.