
"Como devo dizer? Não existe um plano B, nunca pedi para sair do euro", garantiu, em um encontro com a imprensa estrangeira em Roma.
"O que mais vocês querem? Quantas vezes tenho que repetir? (...) É "não", é isso. Está claro? Minha posição é clara", reiterou o homem, cuja nomeação originou a crise política mais grave vivida pela Itália nos últimos anos.
Contudo, em seu último livro, apresentado nesta terça à imprensa estrangeira, Savona afirmar ser necessário "preparar um plano B para sair do euro se formos obrigados, quer queiramos ou não".
O economista de 81 anos, ex-ministro da Indústria nos anos 1990, também negou toda hostilidade com a Alemanha, mas reafirmou seu direito a criticar o país.
Suas críticas ao euro e à Alemanha lhe renderam, no fim de maio, o veto do presidente italiano Sergio Mattarella à proposta da Liga (extrema direita) e do Movimento 5 Estrelas (M5S, antissistema) de nomeá-lo Ministro das Finanças.
Ele acabou sendo nomeado na pasta de Assuntos Europeus. COm MSN e AFP