
Uma outra explosão, em situação semelhante teria ocorrido também em Surabaia, na noite do domingo (13). Desta vez, a bomba teria sido detonada dentro de uma casa, onde, segundo o porta-voz da polícia da província de Java Oriental, Frans Barung Mengera, citado pela agência EFE, vivia uma família de seis pessoas: um casal e os quatro filhos.
A mulher e um dos filhos morreram na explosão. O pai teria sido flagrado pelas forças de segurança, momentos depois, segurando o interruptor de um explosivo. "O suspeito foi atingido e abatido com o interruptor na mão", afirmou Mengera.
Mais cedo, ainda neste domingo, na mesma cidade de Surabaia, três igrejas foram atacadas. Pelo menos 11 pessoas e deixaram 41 feridas. De acordo com a polícia, os atentados foram realizados por cinco homens-bomba, incluindo uma mulher que levava duas crianças - essa mulher, inclusive, furou um bloqueio montado pela polícia diante da igreja e realizou a detonação dos explosivos ao abraçar outro civil.
Os ataques na Indonésia, além do de Jalalabad, no Afeganistão, e do de Paris, capital da França, no sábado (12), foram reinvidicados pelo grupo terrorista Estado Islâmico (EI). Apenas os atentados da noite deste domingo e da manhã desta segunda permanecem "sem autoria". Ainda no domingo, o EI assumiu a autoria do carro-bomba que explodiu em Jalalabad, no Afeganistão. Quinze pessoas morreram e outras 42 ficaram feridas na ação, que envolveu ainda atiradores.
Na noite do sábado (12), cinco pessoas foram esfaqueadas no centro de Paris. Segundo a imprensa local, o suspeito seria um jovem francês, nascido na Chechênia. A informação foi revelada pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da França, Frederic de Lanouvelle. Segundo ele, o homem não tinha nenhum registro de antecedentes criminais.