A segunda parcela do décimo terceiro salário começa a ser paga até a próxima sexta-feira (19), beneficiando cerca de 95,3 milhões de trabalhadores em todo o país. O pagamento segue o calendário previsto em lei e conclui a liberação do salário extra referente a 2025.
De acordo com estimativa do Dieese, o décimo terceiro deverá injetar R$ 369,4 bilhões na economia brasileira neste ano. Em média, cada trabalhador com carteira assinada receberá R$ 3.512, considerando as duas parcelas. A primeira metade do benefício foi depositada até 28 de novembro.
O calendário, no entanto, vale apenas para quem está na ativa. Aposentados e pensionistas do INSS receberam o décimo terceiro de forma antecipada: a primeira parcela entre abril e maio, e a segunda entre o fim de maio e o início de junho, repetindo a prática adotada nos últimos anos.
Têm direito ao benefício os trabalhadores com carteira assinada que atuaram por pelo menos 15 dias no ano, além de aposentados e pensionistas. O valor é proporcional ao tempo de serviço, sendo pago integralmente apenas a quem completou 12 meses na mesma empresa. Empregados afastados por licença-maternidade, doença ou acidente também recebem o décimo terceiro. Em caso de demissão sem justa causa, o valor proporcional deve ser quitado junto à rescisão; já quem é dispensado por justa causa perde o direito.
O trabalhador deve ficar atento ainda aos descontos obrigatórios, que incidem somente na segunda parcela. Nela são aplicados INSS e Imposto de Renda, enquanto o FGTS é recolhido pelo empregador. A primeira parcela é paga sem qualquer desconto.
Com o pagamento da segunda metade, o décimo terceiro cumpre seu papel histórico de reforçar o orçamento das famílias e estimular o consumo no período de fim de ano, especialmente no comércio e no setor de serviços.