Polícia Federal realiza na manhã desta quinta-feira (16) uma operação na sede e em endereços ligados à Braiscompany, empresa paraibana de criptomoedas. Clientes da empresa denunciaram suposto calote após a gestora de criptomoedas parar de efetuar pagamentos dos investimentos.
As ações da PF acontecem na sede da empresa e em um condomínio fechado, em Campina Grande, em uma das filiais, em João Pessoa.
A Braiscompany se envolveu em uma polêmica após o atraso de pagamentos e suspeita de calote. Os donos da empresa são Antonio Neto Ais e Fabrícia Ais. A gestora de criptomoedas funcionava com clientes que convertiam seu dinheiro em ativos que eram “alugados” para a companhia e ficavam sob gestão dela.
A empresa também virou alvo de investigação do Ministério Público da Paraíba (MPPB). Desde 26 de janeiro, quando o promotor de Justiça de Campina Grande e diretor-regional do MP-Procon, Sócrates da Costa Agra, instaurou o procedimento, as denúncias de alguns investidores começaram a ser apuradas pelo órgão ministerial.
A Braiscompany culpou a corretora Binance pela ‘crise’. A Binance teria bloqueado a operação da empresa de Campina Grande, segundo a Braiscompany: “Por motivos que ainda não sabemos explicar, a Binance começou a travar nossas operações de saques, limitando nossa capacidade de pagamento praticamente a 10% do que necessitaríamos a cada 10 dias”, disse Ais.