Em 2016, Nelson Mello, ex-diretor da Hypermarcas, afirmou em delação premiada que pagou, por meio de contratos fictícios, R$ 5 milhões em caixa dois para a campanha de Eunício ao governo do Ceará em 2014.

Segundo Mello, um lobista lhe informou que um emissário do senador o procuraria em 2014. Então, um sobrinho do senador, de nome Ricardo, pediu ajuda financeira à candidatura. Esse sobrinho seria Ricardo Lopes Augusto, que é sócio da empresa de segurança privada Confederal, da qual Eunício também é dono por meio de uma holding.

"Pagou despesas de empresas que prestavam serviços à campanha de Eunício Oliveira; que ajudou mediante contratos fictícios", disse o executivo da Hypermarcas na delação.

O senador Eunício Oliveira, por meio de sua assessoria, informa: ele não foi alvo da Operação Tira Teima. Tampouco pessoas ou empresas ligadas a ele foram alvo, ou sequer abordadas, na ação realizada na manhã dessa terça-feira (10).

Em nota, a Hypermarcas informou que houve operação "no escritório em São Paulo para colher documentos relacionados à colaboração do ex-diretor Nelson Mello". No comunicado, a empresa disse que "não é alvo de nenhum procedimento investigativo, nem se beneficiou de quaisquer atos praticados isoladamente pelo ex-executivo, conforme já relatado ao longo do ano de 2016". Com informações da Folhapress.