
A família de Maria do Céu aguarda pelo julgamento há cinco anos e a primeira audiência aconteceu em 2015. Grupos de mulheres da Associação de Louceiras Negras do Quilombo do Talhado, grupo de profissionais da Secretaria de Estado da Mulher e da Diversidade Humana e do Centro Estadual de Referência da Mulher Fátima Lopes estiveram presentes na mobilização de apoio aos familiares de Maria do Céu.
“Continuamos firmes na luta por Justiça do caso da minha tia Maria do Céu. Teremos mais alguns dias de angústia pela frente, mas estamos confiantes e esperamos a condenação com pena máxima”, afirma Maria Janaína Santos, sobrinha de Maria do Céu.
A mobilização para o julgamento reuniu, além das louceiras negras, várias entidades da região, como a Diocese de Patos. A Secretaria de Estado da Mulher e da Diversidade Humana está acompanhando o caso desde o assassinato junto à família da vítima junto com o Centro de Referência da Mulher de Santa Luzia. O Governo do Estado prestou assistência jurídica e psicológica por meio do Centro de Referência da Mulher Fátima Lopes, que funciona em Campina Grande.
Céu deixou quatro filhos, sendo um maior de 22 anos e três menores de idade, com 10, 12 e 14 anos. Sua filha adolescente também sofreu queimaduras no intuito de salvar a mãe.