
A programação foi de quarta-feira (28) até esta sexta-feira (31) e motivou alunos e professores na Intervenção Comunitária, projeto que permite a participação ativa e a consciência crítica dos alunos, estimulando o trabalho em equipe, aproximando a escola da comunidade e desenvolvendo a capacidade de resolução de problemas. O principal objetivo foi desafiar os alunos a trabalharem de forma colaborativa e inovadora, que sejam capazes de criar soluções interessantes para problemas do cotidiano escolar e da comunidade.
Participaram do evento a Escola Cidadã Integral Técnica Oswaldo Pessoa, a Escola Cidadã Integral José do Patrocínio, a Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Débora Duarte e a Escola Cidadã Integral João Goulart. Os 120 participantes foram divididos em 20 grupos e cada grupo desenvolveu um plano de negócio voltado para a comunidade.
No bairro Ernani Sátyro, os alunos escolheram o desafio de transformar a Praça Boa Esperança, que estava abandonada. Conversaram com os moradores, perceberam as necessidades e onde tinha que melhorar. Foram três dias de Intervenção Comunitária, nos quais alunos colocaram em prática os planos de negócio: foram na praça, limparam, pintaram os bancos, confeccionaram um jardim vertical, abrigos para animais de ruas, mesas com jogos de damas para entretenimento, plantaram horta, construindo um espaço de lazer para a comunidade.
A experiência - O professor Pedro Ivo, da Escola Estadual Débora Duarte, tem visto que os alunos estão muito mais focados e comprometidos com as atividades. “É uma oportunidade tanto de estabelecer uma relação maior entre a escola e a comunidade, como de aproveitar o momento dos alunos se conhecerem e experimentarem suas aptidões”, destacou.
Isabella Miranda, aluna do 2º ano da ECIT Oswaldo Pessoa, contou que essa interação com outras escolas trouxe novas ideias, e foi muito importante receber e conhecer alunos de escolas diferentes. “O desafio acendeu mais a minha criatividade, trouxe um olhar mais amplo para as coisas e aumentou minha sede por conhecimento”, comentou.
O professor Carlos Nascimento, da ECIT Oswaldo Pessoa, disse que a escola traz para os alunos a inovação social na qual eles são os protagonistas no processo educacional. “Com essa dinâmica a gente mostra para os alunos que é possível criar a própria empresa, conhecer os processos que levam a criação dessa empresa, desde pegar no batente até elaborar o seu projeto. E o principal é incentivá-los a serem empreendedores sociais, formando cidadãos que pensem no próximo”, observou.
Dona Ana Isa é moradora do bairro há 40 anos, ficou muito feliz por ver a movimentação na praça e parabenizou os discentes pela atitude. “Fiquei muito feliz pelo incentivo da escola, ajuda a comunidade e os alunos”, falou.
Intervenção Comunitária - A Intervenção Comunitária visa o bem-estar da comunidade por meio da aplicação da sequência didática de intervenção que engloba a vertente do ensino por competências e habilidades. A elaboração dos projetos acontece a partir da abertura das portas das salas de aula, que possibilita aos alunos desenvolverem uma nova visão da sociedade e reverem os seu papeis como agentes atuantes do meio em que estão inseridos, de maneira que consigam compreender que podem fazer a diferença, que unidos podem lutar por causas maiores e solucionar problemáticas que nunca imaginaram serem capazes.
O Desafio - Durante a primeira etapa do desafio, o grupo trabalhou junto, refletindo sobre as problemáticas, dando ideias e realizando os primeiros desenhos do que será a solução a ser criada. Passada essa etapa, cada grupo iniciou o momento da mão na massa ou prototipagem, como dizem no mundo do empreendedorismo criativo. Para finalizar todos os processos, o grupo planejou e apresentou a solução criada, ou seja, a sua intervenção na comunidade, e o Pitch (discurso de venda) para todos os que estiveram presentes.