O primeiro dia de desfiles do Grupo Especial no Sambódromo da Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, foi marcado por tecnologia, efeitos visuais e homenagens às religiões de matriz africana e afro-indígena. A Unidos de Padre Miguel abriu as apresentações na noite de domingo (2), celebrando seu retorno à elite do carnaval após mais de 50 anos, seguida pela Imperatriz Leopoldinense.

Com o enredo Egbé Iyá Nassô, a Unidos de Padre Miguel prestou tributo a Iyá Nassô, uma das fundadoras do Candomblé no Brasil. O desfile destacou a força das mulheres negras e suas contribuições para a cultura e religiosidade do país, com a participação de representantes do Terreiro Casa Branca do Engenho Velho.

Já a Imperatriz Leopoldinense, campeã de 2023, trouxe à avenida uma narrativa baseada no Itã de Oxalá, reforçando a conexão entre tradição, história e religiosidade africana. A escola apresentou alegorias grandiosas e coreografias elaboradas para emocionar o público e os jurados.

Os desfiles seguem nesta segunda-feira (3), prometendo mais espetáculos de cor e criatividade na Sapucaí.