A primeira noite de desfiles do Rio de Janeiro foi encerrada com a Estação Primeira da Mangueira. Com o enredo intitulado como As Áfricas que a Bahia Canta, a agremiação verde e rosa destacou o protagonismo feminino e abordou questões como racismo e preconceito religioso. Os fogos de artifício coloriram o céu da Cidade Maravilhosa e colocaram a escola como favorita ao título.
Os carnavalescos da Mangueira definiram o enredo da escola: “A Mangueira presta uma homenagem aos cortejos negros do Carnaval da Bahia, mostrando como a população negra baiana conseguiu, ao longo de mais de 150 anos, através da alegria, discutir as mazelas sociais, o preconceito religioso e dar valor à sua arte ancestral”, disse Guilherme Estevão. “E toda essa história com a mulher preta como protagonista, seja ela como Rainha, mãe de santa, deusa do ébano ou a grande voz do axé”, completou Annik Salmon.
No Twitter, muitos usuários exaltaram a apresentação da Escola de Samba e destacaram a animação da Mangueira: “Coisa de maluco, não tem ninguém cansado na Sapucaí depois que começou o desfile da mangueira”, destacou um. “A mangueira tipo: já que eu vou ser a última, eu vou servir um desfile icônico e memorável, porque, se não for para fechar com vontade, eu não venho”, escreveu outro.
Entre as apostas de título, alguns usuários colocaram Matheus Oliverio, porta-bandeira da Mangueira, como postulante ao prêmio de estandarte de ouro. “O puxador da Mangueira está arrebentando num nível”, explicou um.