
"Existem entre 27 e 30 obras que identificamos no catálogo da coleção", afirmou a presidente da Biblioteca, Helena Severo. "Gravuras semelhantes [às que serão submetidas a perícia] foram levadas daqui, mas é preciso análise cuidadosa, porque gravura não é obra única. Acertamos essa colaboração em conjunto."
Segundo Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural, que foi pessoalmente ao Rio na quarta levar as oito gravuras de Emil Bauch que poderiam ser as furtadas da Biblioteca em 2004, "o termo está sendo elaborado pelos advogados e pode ser assinado já na semana que vem".
"Como instituição privada, vamos pagar passagens e hospedagens e, assim, facilitar a vinda das técnicas da Biblioteca Nacional a São Paulo. Esperamos que isso possa se tornar uma nova norma ou diretriz que aponte o caminho para tratarmos de obras raras no Brasil."
A Folha de S.Paulo publicou na edição desta quarta (14) reportagem sobre as suspeitas em torno das obras de Bauch, elaborada a partir de carta enviada ao jornal pelo ladrão Laéssio Rodrigues de Oliveira.
Na missiva, Laéssio afirmava que as gravuras feitas pelo artista alemão em 1852 e hoje pertencentes ao acervo do Itaú Cultural eram as mesmas oito que ele havia subtraído da Biblioteca Nacional há 14 anos. Com informações da Folhapress.