
Segundo informa a reportagem publicada no Blog do Gordinho, a Polícia Federal investiga conversa por aplicativo de mensagens do empresário Artur Castro que revela ao filho, o também empresário Felipe Castro, – ambos investigados na operação e apontados como operadores das empresas Enertec e Real Energy -, que esquema semelhante ao da Prefeitura de Patos também estaria fechado para a cidade de Cajazeiras.
A publicação revela também que o fato que chama atenção na conversa que está incorporada nos autos da investigação é que confirmação do acordo com Cajazeiras foi comemorada pelos investigados apenas cinco dias após a posse do prefeito José Aldemir.
O resultado desta Operação inicialmente, o Prefeito de Patos, Dinaldinho Wanderley fora afastado do cargo, sobre suspeita de receber em 10 meses de sua gestão mais de R$ 730 mil em propinas do contrato firmado com a Empresa gerenciadora Enertec e Real Energy.
Por enquanto de forma pública e comprobatória não prova que de fato o prefeito de Cajazeiras, José Aldemir estivesse envolvido com o esquema de propina, apenas o nome citado pelo delator em uma conversa com o filho por um aplicativo de celular, cujas mensagens fazem parte das investigações do Ministério Público da Paraíba em conjunto com a Polícia Federal.
Nesta mesma Operação, o Sousense Felipe Moreira Cartaxo de Sá está envolvido neste esquema de propina.
A respeito do assunto, o prefeito José Aldemir que em quase todos os seus discursos prega a moralidade pública, ainda não se pronunciou oficialmente a respeito das publicações na Imprensa da Paraíba a respeito do assunto.
Entenda o Caso
O prefeito da cidade de Patos, Dinaldo Medeiros Wanderley Filho, foi afastado pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), nesta terça-feira (14). Outras 12 pessoas também foram denunciadas. O grupo é investigado pela Operação Cidade Luz e comandada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), que investiga fraudes em contratos de iluminação pública na cidade do Sertão paraibano, informa o G1.
A Justiça também determinou as seguintes medidas cautelares: comparecimento a todos os atos processuais para os quais forem convocados, proibição de acesso ou frequência à sede da Prefeitura de Patos, secretarias e à Comissão Permanente de Licitação e proibição de se ausentarem do Estado sem autorização do juiz-relator.
A denúncia protocolada no Tribunal de Justiça detalha a atuação de um esquema criminoso. Os integrantes do grupo estão sendo processados por crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, desvio de recursos públicos, fraude em licitação e lavagem de capitais.