A Imprensa da Paraíba vem citando em reportagem que o Prefeito de Cajazeiras, José Aldemir (PP) teria sido referido por um delator da Operação da Polícia Federal denominada de “Cidade Luz”, ocorrida no dia 02 de agosto com apoio do Ministério Público da Paraíba na Cidade de Patos.

Segundo informa a reportagem publicada no Blog do Gordinho, a Polícia Federal investiga conversa por aplicativo de mensagens do empresário Artur Castro que revela ao filho, o também empresário Felipe Castro, – ambos investigados na operação e apontados como operadores das empresas Enertec e Real Energy -, que esquema semelhante ao da Prefeitura de Patos também estaria fechado para a cidade de Cajazeiras.

A publicação revela também que o fato que chama atenção na conversa que está incorporada nos autos da investigação é que confirmação do acordo com Cajazeiras foi comemorada pelos investigados apenas cinco dias após a posse do prefeito José Aldemir.

O resultado desta Operação inicialmente, o Prefeito de Patos, Dinaldinho Wanderley fora afastado do cargo, sobre suspeita de receber em 10 meses de sua gestão mais de R$ 730 mil em propinas do contrato firmado com a Empresa gerenciadora Enertec e Real Energy.

Por enquanto de forma pública e comprobatória não prova que de fato o prefeito de Cajazeiras, José Aldemir estivesse envolvido com o esquema de propina, apenas o nome citado pelo delator em uma conversa com o filho por um aplicativo de celular, cujas mensagens fazem parte das investigações do Ministério Público da Paraíba em conjunto com a Polícia Federal.

Nesta mesma Operação, o Sousense Felipe Moreira Cartaxo de Sá está envolvido neste esquema de propina.

A respeito do assunto, o prefeito José Aldemir que em quase todos os seus discursos prega a moralidade pública, ainda não se pronunciou oficialmente a respeito das publicações na Imprensa da Paraíba a respeito do assunto.

Entenda o Caso

O prefeito da cidade de Patos, Dinaldo Medeiros Wanderley Filho, foi afastado pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), nesta terça-feira (14). Outras 12 pessoas também foram denunciadas. O grupo é investigado pela Operação Cidade Luz e comandada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), que investiga fraudes em contratos de iluminação pública na cidade do Sertão paraibano, informa o G1.

A Justiça também determinou as seguintes medidas cautelares: comparecimento a todos os atos processuais para os quais forem convocados, proibição de acesso ou frequência à sede da Prefeitura de Patos, secretarias e à Comissão Permanente de Licitação e proibição de se ausentarem do Estado sem autorização do juiz-relator.

A denúncia protocolada no Tribunal de Justiça detalha a atuação de um esquema criminoso. Os integrantes do grupo estão sendo processados por crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, desvio de recursos públicos, fraude em licitação e lavagem de capitais.