
05/10/2026 às 13:49
O resultado das eleições deste domingo (4) redesenhou o Senado Federal e ampliou a presença de parlamentares alinhados ao bolsonarismo. Dos 81 integrantes da Casa, 45 passam a integrar o campo de oposição, enquanto a base governista, segundo o levantamento apresentado, cai de 38 para 26 senadores.
O PL, partido de Flávio Bolsonaro, será a maior bancada, com 28 cadeiras, contra 15 anteriormente. A federação União Brasil-PP terá 12 senadores, enquanto o PT mantém nove.
A mudança também altera o equilíbrio interno da Casa. O PSD, que tinha 14 senadores e ocupava a segunda maior bancada, passa a cinco. O MDB cai de nove para oito, enquanto Republicanos terá cinco e PSB, quatro.
Como fica o Senado
. PL: 28
. União-PP: 12
. PT: 9
. MDB: 8
. PSD: 5
. Republicanos: 5
. PSB: 4
. Novo: 3
. Podemos: 2
. PSDB: 2
. PDT: 1
. Rede: 1
. Sem partido: 1
A nova correlação de forças também recoloca no centro do debate temas como eventuais pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal e propostas de anistia relacionadas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro.
Pela Constituição, cabe ao Senado processar e julgar ministros do STF por crimes de responsabilidade. Para uma condenação, porém, são necessários dois terços dos 81 senadores, o equivalente a 54 votos.
O levantamento considera ainda a eleição de Sergio Moro (PL) para o Governo do Paraná e de Cleitinho Azevedo (Republicanos) para o Governo de Minas Gerais. Com a saída dos dois, os suplentes assumirão as respectivas cadeiras.
Cada estado elegeu dois senadores neste pleito, que se somam aos 27 parlamentares cujos mandatos permanecem até 2031. O novo desenho do Senado deverá influenciar diretamente a relação entre o Congresso, o governo federal e o Supremo Tribunal Federal a partir de 2027.
Fonte: Repórter PB
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