
O motim de policiais no Ceará já dura quase duas semanas. Durante o motim, 47 policiais foram presos, a maioria por deserção. Na última semana, o governador do Ceará, Camilo Santana, disse que não vai conceder nenhum tipo de anistia aos policiais militares envolvidos em atos de vandalismo e insubordinação.
Com a falta de policiamento, a insegurança atingiu as ruas. O número de homicídios registrados desde o início do movimento beira os 200, a maior taxa de assassinatos desde 2012.
Os protestos, que já atingem três cidades, são motivados pela insatisfação de policiais militares com a proposta de reajuste para a categoria proposta pela Assembléia Legislativa do estado. O projeto aumentaria os salários dos soldados de R$ 3.400 para cerca de R$ 4.500, parcelado em 3 vezes. Os policiais demandam que o pagamento seja feito em uma só parcela e querem um plano de carreira para a categoria.