
Com 14 vetos presidenciais, o texto precisava ser sancionado ainda em setembro para valer já para a próxima eleição. Como ficou, agora os partidos podem usar o fundo eleitoral para "consultoria contábil e advocatícia e de serviços para atuação jurisdicional em ações de controle de constitucionalidade e em demais processos judiciais e administrativos de interesse partidário, bem como nos litígios que envolvam candidatos do partido, eleitos ou não, relacionados exclusivamente ao processo eleitoral".
Parte do fundo também poderá ser usado para a "criação e manutenção de programas de promoção e difusão da participação política das mulheres, criados e executados pela Secretaria da Mulher ou, a critério da agremiação, por instituto com personalidade jurídica própria presidido pela Secretária da Mulher, em nível nacional, conforme percentual que será fixado pelo órgão nacional de direção partidária, observado o mínimo de 5% (cinco por cento) do total".
Um dos pontos mantidos e que gerou muita crítica é o trecho que facilitaria, segundo especialistas, a prática de caixa 2. Segundo os críticos a permissão de gastos de verba pública com advogados e contabilistas sem entrar no teto de gastos pode facilitar o crime.
Em entrevista ao Congresso em Foco no último dia 19, a deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP) criticou o projeto de lei,. "Por exemplo no PL dos partidos a gente se uniu também, foi uma aberração o que a gente votou (...), essas pautas unem oposição e governo para fazer maldade", disse. congresso em foco