Obra sem conclusão, o preço que Sousa paga em São Gonçalo

Os serviços de concretagem da parede do açude de São Gonçalo no Município de Sousa já deveriam ter sido concluídos em 16 meses,

Os serviços de concretagem da parede do açude de São Gonçalo no Município de Sousa já deveriam ter sido concluídos em 16 meses, e a construção já se arrasta por 22 meses.


É isso o que diz um documento do MPF de fevereiro de 2019, quando aconteceu uma reunião na sede do Ministério Público Federal em João Pessoa para tratar sobre o assunto, quando estiveram presentes, representantes do Ministério Público do Estado (MPPB), do Ministério Público Federal (MPF), do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs) e da empresa responsável pela construção.


No início de Fevereiro deste ano, de acordo com o MPPB, os serviços deveriam atenuar o risco iminente de rompimento da barragem de São Gonçalo, que integra o eixo norte da transposição das águas do São Francisco, em caso de chuvas volumosas na região.


Nesta mesma reunião, a PB Construções, responsável pela obra em São Gonçalo se comprometeu em concluir a concretagem da base do dique da barragem até a próxima sexta-feira (8) de Fevereiro, e o fechamento do dique até o dia 26 do mesmo mês. E nada disto aconteceu.


Diante da irresponsabilidade, mesmo os órgãos responsáveis pela obra, se comprometendo, assinando documentos, e tudo no MPPB, e MPF, simplesmente ignoraram.


O preço que a população de Sousa paga, infelizmente é caro. Água desperdiçada sem nenhum aproveitamento pelo fato de haver o risco de rompimento da barragem, e causar o prejuízo enorme a toda a população.


Domingo (07), o DNOCS iniciou a liberação da água excedente do manancial que atingiu mais de 25 milhões de metros cúbicos, haja vista os afluentes receberem um carga enorme das águas das chuvas que voltaram a cair no Sertão.


Sousa vive o maior racionamento de água nos últimos 7 anos. Bairros inteiros no Município passaram até 08 dias para chegar o precioso líquido.


Diante dos fatos já narrados, e conhecidos por toda a população, não resta mais do que entender que da inoperância do DNOCS, e morosidade da Empresa que não concluiu o serviço em tempo estabelecido, sabendo da chegada do período chuvoso no Sertão da Paraíba.
Só de imaginar que há pouco tempo o Açude atingiu mesmo de 4% de sua capacidade, atingindo o volume morto, e agora com oportunidade de poder acumular água para o futuro, ver o desperdiço acontecer por falta de responsabilidade com a coisa pública, dói no coração do sousense.

Pereira Jr.
Analista Politico

Destaques