Cinesioterapia

Fisioterapia do Hospital Metropolitano realiza projeto “Novos Ares” com pacientes da UTI

A atividade é voltada para os pacientes internos na UTI com a prática da cinesioterapia

“Queria ver a lua!” Esse parece um pedido simples, mas para quem está interno em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com complicações cardíacas, como é o caso de Adeilton Alexo da Silva, 37 anos, a ação torna-se um grande desafio. Pensando em situações como estas e nas diretrizes da humanização hospitalar, os fisioterapeutas, em parceria com a equipe multiprofissional do Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, realizaram o projeto “Novos Ares”, com o objetivo de realizar exercícios fisioterapêuticos com o paciente em ambiente externo, fora do leito de internação. A atividade é voltada para os pacientes internos na UTI com a prática da cinesioterapia.

O coordenador da Fisioterapia do complexo hospitalar, Bruno Brito, considera que a ação diminui a ansiedade e melhora o humor do paciente. “Em princípio é bom esclarecer que nem todo paciente que está na UTI é sedado ou está em coma. Temos também pacientes estáveis e conscientes. E quando estes saem um pouco dos seus leitos é notória a diminuição da ansiedade e a melhoria do humor deste. Contudo, ele é considerado grave, por isso essa saída é realizada com toda segurança e tem o acompanhamento de toda um equipe multidisciplinar da UTI, médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem. Todo o procedimento é muito bem organizado do leito, trajeto até chegar ao ambiente externo, onde acontecerá a atividade. Todos os esforços objetivam sempre dar ao paciente conforto e segurança”, explicou.

De acordo com a diretora geral da instituição, Roberta Abath, a humanização dos ambientes hospitalares é considerada fundamental para o bem estar físico e psicológico do paciente. “A integração da fisioterapia ao ambiente exterior apresenta-se como parte essencial para a humanização por agrupar uma imensa variedade de estímulos oriundos do ambiente externo, que provocam reações positivas no corpo humano, como por exemplo: sons, aromas, texturas, ventilação e intensidade luminosa diferenciada, além de cores e formas diversas. Fundamental para a boa estima de quem é assistido como para quem acompanha esse enfermo”, ressaltou.

A acompanhante do paciente Adeilton Alexo da Silva, Nadja Karina Alexo, emocionada, falou sobre o momento. “Para muita gente isso é uma besteira, mas não é! Sempre ele foi um rapaz muito ativo e independente, mas a doença traz suas limitações e suas restrições, e ele só queria ver a lua. Estou emocionada em ver o sorriso dele e a satisfação de poder ver a lua com ele novamente. Obrigada a todos os envolvidos neste trabalho lindo”, ressaltou.

O projeto já beneficiou cinco pacientes da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Complexo Hospitalar. As atividades acontecem em uma das áreas de convivência da instituição de saúde. Os horários da ação são no início da noite e da manhã. O Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, localizado em Santa Rita, é a primeira unidade de saúde pública especializada em neurologia e cardiologia da Paraíba. Tem a capacidade de 226 leitos, sendo 60 de UTI, 11 salas de cirurgia e um moderno centro de diagnóstico por imagem. Os pacientes atendidos na instituição são regulados via Secretarias Municipais, em sintonia com o sistema de regulação do Estado.

Repórter PB

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